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19 de dezembro de 2019, 08h05

Eduardo Bolsonaro inicia perseguição para tentar “extirpar” memória de Paulo Freire

Após o pai, Jair Bolsonaro, chamar o patrono da educação brasileira de "energúmeno", Eduardo compartilhou notícia de que o vereador Alexandre Aleluia conseguiu aprovar projeto para tirar nome de Paulo Freire de escola pública em Salvador. "Se a Bahia fez, nós também podemos"

Paulo Freire, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Aleluia (Montagem/ Reprodução Facebook)

O deputador Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) revelou que vai iniciar na prática a perseguição contra o educador Paulo Freire, que foi chamado de “energúmeno” pelo seu pai, Jair Bolsonaro.

Em tuíte na manhã desta quinta-feira (19), Eduardo compartilhou a informação de que o vereador Alexandre Aleluia (DEM-BA) conseguiu aprovar um projeto para tirar Paulo Freire do nome de uma escola pública em Salvador.

“Se a Bahia fez, nós também podemos. Parabéns @AlexAleluia”, tuitou Eduardo Bolsonaro, incitando a milícia virtual e sinalizando o que pretende fazer.

José Bonifácio
Na terça-feira (17), Aleluia conseguiu aprovar seu projeto que troca o nome da escola Municipal Educador Paulo Freire, na capital baiana, para escola municipal José Bonifácio, em homenagem a um dos militares que atuou na Independência do Brasil. A mudança depende da sanção do prefeito de Salvador, ACM Neto, que é presidente nacional do DEM, partido de Aleluia.

Em publicação no Twitter, o vereador diz que a memória de Freire precisa ser “extirpada” do Brasil. “Agora será Escola Municipal José Bonifácio. Paulo Freire era maoísta e admirador de Che Guevara. Ele precisa ser extirpado do Brasil”

Em outra publicação, Aleluia compartilha a publicação em que Jair Bolsonaro chama Freire de “energúmeno” e diz que “o método Paulo Freire é criminoso”.

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