quarta-feira, 30 set 2020
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Eduardo Bolsonaro recua em defesa do AI-5, mas afirma querer repressão dura contra manifestações

Em entrevista ao programa ‘Brasil Urgente’, da Band, comandado pelo apresentador José Luiz Datena, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse ter sido mal compreendido quando defendeu o retorno do AI-5 e pediu desculpas pela repercussão.

“Eu talvez tenha sido infeliz em falar no Ai-5, porque não existe qualquer possibilidade de retorno do AI-5, mas, nesse cenário [de manifestações como as do Chile] o governo tem que tomar as rédeas da situação. Não pode, simplesmente, ficar refém de grupos organizados para promover o retorno. […] Não convém a mim a radicalização”, declarou Eduardo.

“Eu sou a favor de manifestações, independentemente delas serem a favor ou contra o governo de Jair Bolsonaro, desde que sejam pacíficas”, disse. “A esquerda vai utilizar essa minha fala para me pintar como ditador”, completou.

Questionado sobre uma “alternativa” para a “radicalização da esquerda”, Eduardo defendeu penas mais duras para manifestantes. “Uma criminalização, com regime fechado, para quem venha a tocar fogo em ônibus, para que essa pessoa não saia para a sociedade tão facilmente e volte a tocar fogo em outros ônibus”, disse ainda, configurando a atidude como terrorismo e classificando a Lei Anti-Terrorismo como inócua.

Reações

O recuo vem após pelo menos 15 partidos terem ido à público repudiar a fala do filho “03” do presidente, incluindo o PSL. Jair Bolsonaro disse que a fala era um “sonho” e, em entrevista ao Datena, sugeriu que Eduardo fizesse uma retratação.

A oposição vai pedir a cassação do mandato do deputado e já recebeu sinal verde de Rodrigo Maia, presidente da Câmara.

Confira a resposta de Eduardo:

 

Redação
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