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14 de fevereiro de 2020, 12h18

Eduardo e Flávio administram ao menos 20 grupos de Whatsapp e coordenam ataques virtuais

Nesta semana, filhos do presidente distribuíram fake news e ataques misóginos contra Patrícia Campos Mello para pelo menos 5 mil pessoas através do WhatsApp

Foto: Reprodução/Blog Família Bolsonaro

Os filhos do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo e Flávio, são os responsáveis por coordenar os grupos de WhatsApp que nesta semana atacaram com fake news a repórter da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello. De acordo com o repórter David Mener, do Intercept, os irmãos controlam ao menos 20 grupos que distribuem mensagens de ódios a pelo menos 5 mil pessoas.

Para atacar a repórter, as fábricas de fake news do deputado e do senador apostaram em postagens misóginas que a acusavam de se prostituir em troca de informações. Os ataques começaram depois que o ex-funcionário da Yacows, Hans River Nascimento, acusou a jornalista na CPMI das Fake News de se insinuar sexualmente com o intuito de conseguir informações para uma matéria. A partir de então, os ataques contra a repórter começaram a repercutir nas redes sociais.

A repórter da Folha foi uma das responsáveis por mostrar que empresas como a Yacows usou o nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e assim conseguir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

Durante a campanha de Jair Bolsonaro, Eduardo e Flávio já atuavam nos grupos tentando promover a candidatura do pai. Com o tempo, depois das eleições, as redes se tornaram um local de ataque coordenado contra qualquer adversário político. A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) revelou na mesma CPI no ano passado que Carlos Bolsonaro, outro filho do presidente, também atuava nas “milícias bolsonaristas virtuais”.


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