“A tal da Covid-19 dizimou todo mundo? Não dizimou ninguém”, diz Russomanno

Russomanno assume discurso negacionista de Bolsonaro em live com investigado pela PF por ligação com milícia digital e critica o "alvoroço que fizeram". Número de mortos pelo coronavírus chegou a 155.403

Assumindo de vez o discurso negacionista de Jair Bolsonaro, Celso Russomanno (Republicanos) afirmou que a “tal da Covid-19 não dizimou ninguém” em entrevista na noite desta quarta-feira (21) ao Vlog do Lisboa, de Fernando Lisboa, um dos influenciadores investigados pela Polícia Federal (PF) que faz parte da milícia digital que ameaçou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração aconteceu pouco depois que o Ministério da Saúde confirmou 566 novos óbitos, chegando a 155.403 o número de brasileiros mortos pelo coronavírus.

“A tal da Covid-19 dizimou todo mundo? Não dizimou ninguém. [] A gente está vendo aí que o que foi plantado, esse alvoroço todo que fizeram”, disse Russomanno, criticando a compra de “milhares de caixões” pelo oponente, o prefeito Bruno Covas (PSDB), candidato à reeleição.

“O Bruno-Doria fez um monte de covas aí, comprou milhares de caixões. E agora tem 28 mil caixões empilhados e guardados. […] Deixou todo mundo em pânico, todo mundo fechou suas portas, todo mundo parou de trabalhar e se enclausurou em casa, e aí a gente quebrou a cidade”, afirmou.

Na mesma live, Russomanno disse que não vai “trair” Bolsonaro e voltou a destacar a amizade “verdadeira” com o presidente.

“Amizade verdadeira não tem traição. Amizade falsa tem traição. [] Podem ficar tranquilos, não tem acordo: amigo que é amigo morre junto, mas não trai”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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