sábado, 31 out 2020
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Investigada em esquema de corrupção de Flávio é tesoureira da campanha de Rogéria Bolsonaro

Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira atua como coordenadora financeira da campanha de Rogéria Bolsonaro, que tenta voltar à Câmara Municipal do Rio após ser derrotada há quase 20 anos, quando Bolsonaro escalou o filho do casal, Carlos, então com 17 anos, para a disputa eleitoral contra a mãe

Investigada como uma das pessoas que participavam do esquema de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) – conhecido como “rachadinha” -, Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira está atuando como tesoureira da campanha de Rogéria Bolsonaro, ex-esposa e mãe dos três filhos políticos de Jair Bolsonaro

Alessandra, uma das 103 pessoas que teve o sigilo bancário na investigação sobre o esquema capitaneado por Fabrício Queiroz, atua como contadora e coordenadora financeira da campanha de Rogéria e será responsável pela prestação de contas à Justiça eleitoral.

A campanha marca a retomada de Rogéria Bolsonaro à política depois de quase 20 anos. Ela se afastou da política após Bolsonaro, de quem estava recém separada, lançar o filho, Carlos, então com 17 anos, para disputar com a própria mãe uma vaga na Câmara Municipal carioca.

Rogéria, que tentava à reeleição, não foi eleita. O filho, sim, e iniciou o primeiro do seus cinco mandatos no legislativo da capital fluminense. Carlos agora tenta o sexto mandato seguido.

PSL
Segundo informações de Igor Mello, no portal Uol neste sábado (17), Alessandra Ferreira teria repassado R$ 20,8 mil entre junho e dezembro de 2018 para o advogado Gustavo Botto, tido como um dos homens de confiança de Flávio no Rio.

Alessandra trabalhou no gabinete de Flávio entre junho de 2018 e fevereiro de 2019. Ela também foi escolhida pelo filho mais velho do presidente para atuar neste período como primeira-tesoureira do diretório do PSL no Rio.

À época, a empresa de sua propriedade, a Ale Soluções e Eventos Ltda. prestou serviços de contabilidade para para 41 candidaturas a deputado estadual e federal pelo PSL no Rio, recebendo R$ 54 mil pelo trabalho.

Redação
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