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22 de setembro de 2019, 07h40

Elio Gaspari faz novo artigo em que aponta contradições de Moro e da Lava Jato

Jornalista veterano da Folha de S. Paulo aponta a arbitrariedade de Moro ao divulgar telefonema entre Lula e Dilma em 2016; "No telefonema vazado de Dilma só não vale o papel de bobo"

Sergio Moro (Isaac Amorim/MJSP)

Em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo (22), o jornalista Elio Gaspari voltou a apontar as contradições do ex-juiz Sérgio Moro e da operação Lava Jato. Em junho, Gaspari já havia defendido, também em artigo, que Moro “pedisse para sair”, apontando que  “as conversas impróprias de Sergio Moro com o procurador Deltan Dallagnol enodoaram a Lava Jato e fragilizaram a condenação imposta a Lula pelo tríplex de Guarujá”.

Desta vez, o jornalista tratou sobre o fatídico telefonema entre Lula e Dilma Rousseff de 2016 que foi grampeado e divulgado à imprensa por Moro para, conforme apontou a Vaza Jato, impedir que o ex-presidente fosse nomeado como ministro-chefe da Casa Civil. Logo no início do artigo, intitulado “No telefonema vazado de Dilma só não vale o papel de bobo”, Gaspari resgata o fato de que o substituto de Moro na vara federal em Curitiba, Antonio Bonat, disse ao ministro Edson Fachin que o atual ministro da Justiça e a Polícia Federal não anexaram ao processo de Lula os grampos de seus telefonemas da tarde do dia 16 de março de 2016 porque alguns tinham “conteúdo sensivelmente privado” e também porque outros envolviam autoridades com prerrogativa de foro. Haveria o cuidado de “coibir vazamentos”.

Na sequência, Gaspari descreve as conversas interceptadas que Lula teve ao telefone na manhã daquele dia: uma com sua filha, Lurian, e outra com seu irmão, Vavá. Ambas as conversas foram de cunho pessoal.

O jornalista, então, prossegue: “Moro suspendeu o grampo às 11h12 do dia 16 e às 13h22 deu-se a conversa fatídica na qual Dilma Rousseff disse a Lula que estava mandando pelo ‘Bessias’ o ato de sua nomeação para a chefia da Casa Civil. Horas depois, esse grampo estava no ar, ao vivo e em cores. Depois das 11h12, conhecem-se 20 grampos e em nenhum há conversa de cunho ‘sensivelmente privado’. Lula falou com Dilma, com o vice-presidente Michel Temer, com o senador Renan Calheiros e com os governadores do Rio, da Bahia, do Acre e do Ceará. Só o telefonema de Dilma vazou”.

Confira a íntegra da coluna aqui.


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