Em 2015, Onyx Lorenzoni criticou conduta similar a que Pazuello pretende adotar na CPI do Genocídio

Eduardo Bolsonaro já classificou como "covarde" e "sem um pingo de vergonha na cara" depoente que optou ficar em silêncio em CPI

Um tuíte publicado pelo ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral, em 2015 viralizou nas redes sociais nesta quinta-feira (13) em razão da notícia de que a Advocacia-Geral da União (AGU) – ligada ao governo Bolsonaro – acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, possa manter o silêncio durante depoimento à CPI do Genocídio.

“Cervero ouviu de mim que em CPI quem se vale do direito ‘ficar calado’ tem coisa a esconder , só bandido usa disso”, escreveu Lorenzoni em seu perfil no dia 11 de maio de 2015. Na ocasião, ele falava sobre depoimento de Nestor Cerveró à CPI Mista da Petrobrás.

Em outros tuítes, Lorenzoni também reclama dessa opção pelo silêncio. “Questionei Duque sobre o fato e ele preferiu se calar. Todos os bandidos que usaram o direito ao silêncio na CPI já foram ou estão presos”, disse em setembro de 2015.

“cpi da petrobras – Toda vez que bandido veio a cpi quis ficar calado”, escreveu em setembro de 2014.

O nome do ministro foi parar nos assuntos do momento do Twitter em razão das publicações antigas.

Quem também já reclamou do silêncio de testemunhas foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Eu sei que tem um habeas corpus preventivo para não poder falar… É uma pessoa covarde, segundo o dicionário Aurélio, que não tem um pingo de vergonha na cara”, disse Eduardo a um depoente em vídeo resgatado pelo perfil Desmentindo Bolsonaro.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e latino-americanista convicto, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum América Latina