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18 de outubro de 2019, 17h09

Em ação inédita, PSL vai pedir cassação de deputado do próprio partido

A sigla decidiu representar no Conselho de Ética contra Daniel Silveira, que gravou escondido a reunião da bancada, na qual o Delegado Waldir (PSL-GO) chamou Bolsonaro de “vagabundo”; outros 5 também podem ser cassados

Foto: Reila Maria/Câmara dos Deputados

A crise no PSL ganha contornos inimagináveis na política nacional, O partido decidiu, em reunião realizada nesta sexta-feira (18), que irá representar no Conselho de Ética contra um deputado de sua própria bancada, filiado à legenda.

O alvo da ira do partido é Daniel Silveira (PSL-RJ), que, de acordo com o regimento da sigla, quebrou o decoro parlamentar ao se portar como espião de Jair Bolsonaro e gravar escondido uma reunião da bancada. O partido vai pedir a cassação de Silveira.

No áudio explosivo, gravado e divulgado pelo deputado, o Delegado Waldir (PSL-GO) aparece chamando Bolsonaro de “vagabundo” e afirmando que iria “implodir” o governo e o presidente.

O fato é inédito no conselho. Jamais, desde sua criação, em 2002, um partido ingressou com representação contra um parlamentar filiado a seus quadros. O colegiado, até hoje, apreciou 166 casos.

Violência

A trajetória de Daniel Silveira é repleta de atos violentos. Além de ter quebrado uma placa em homenagem a Marielle Franco, nesta quarta-feira (16), ele demonstrou mais uma vez seu temperamento explosivo, ao quebrar o telefone celular do jornalista Guga Noblat.

O parlamentar não gostou de ter sido gravado pelo profissional durante sessão na Câmara dos Deputados. Noblat postou uma sequência de vídeos expondo o surto de raiva de Silveira.

Outros cinco deputados

Em entrevista ao O Globo, Waldir afirmou que o destino de outros cinco deputados do partido, que tiveram funções partidárias suspensas, pode ser o mesmo de Silveira. “Nós estaremos pedindo também, representando no Conselho de Ética, a cassação do mandato desses cinco parlamentares. […] Cinco numa ação e um em outra ação. São condutas diferentes, mas de quebra do decoro parlamentar”, declarou. O parlamentar ainda garantiu que eles não serão expulsos para que não fiquem com a vaga na Câmara.

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