terça-feira, 29 set 2020
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Em artigo, Tabata Amaral fala em renúncia ou impeachment de Bolsonaro como saídas para a crise

A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) publicou artigo na Folha, desta segunda-feira (20), onde afirma que muitas vezes, após o segundo turno, externalizou “o temor que tinha da guerra ideológica sem fim que desde o início Jair Bolsonaro dava mostras de querer empreender”.

Para ela, se Bolsonaro “não conseguisse responder aos anseios daqueles que o elegeram —que não queriam propostas mas sim dar vazão à repulsa que sentiam da política e dos políticos—, essas mesmas pessoas, inflamadas pelas teorias conspiratórias de Olavo de Carvalho e seus seguidores, passariam a questionar a própria democracia e suas instituições”.

A deputada afirma que foi exatamente o que aconteceu: “Nos primeiros meses de governo, redes bolsonaristas começaram uma série de ataques ao Supremo Tribunal Federal, conclamando pessoas a ocuparem as ruas contra o STF.”

As batalhas se seguiram, segundo ela “e, para preocupação de todos, contra os militares, a coluna mestra de apoio”, disse, além de ressaltar também “os notórios confrontos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia”.

Após ressaltar que a economia do Brasil está próxima de uma depressão, Tabata chama a atenção para as investigações contra Flávio Bolsonaro, que estão avançando. Além disso, ela afirma que “milhares de pessoas foram às ruas em defesa da educação, e o governo parece cada vez mais longe não apenas de dialogar com o Congresso mas também com sua base”.

A deputada ressalta que “nós, brasileiros, precisamos de mais e não de menos democracia, de mais e não de menos pensamento crítico, de instituições mais e não menos fortes. Estamos vivendo os impactos reais de uma guerra ideológica que destrói o que há de mais sólido no nosso país, como é o caso na educação”.

Ao final, ela vaticina: “Em um Brasil tão machucado social e economicamente, já não há espaço para fantasiosas teorias da conspiração. Se Bolsonaro persistir nesse caminho, a história só aponta dois resultados possíveis: renúncia ou impeachment”.

Leia o artigo completo na Folha

Redação
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