O que o brasileiro pensa?
11 de julho de 2020, 15h19

Em campanha: Fora do governo, Moro faz vídeo com tom eleitoreiro para agradecer apoio

Ex-ministro da Justiça disse que recebeu um grupo de apoiadores em Curitiba e alfinetou seus ex-aliados, os bolsonaristas; Luiz Henrique Mandetta já disse que chapa com Moro em 2022 é uma possibilidade

Reprodução

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, aproveitou a manhã deste sábado (11) para turbinar uma virtual campanha à presidência com um vídeo de tom eleitoreiro.

No vídeo, divulgado pelo Twitter, Moro agradece a um grupo de apoiadores que teria recebido em Curitiba, do “movimento patriotas” e “Curitiba contra a corrupção”, e cita bandeiras como “luta contra a corrupção, reformas, construção de um país melhor e fazer a coisa certa sempre”.

Além dos agradecimentos, o ex-juiz aproveitou para alfinetar seus ex-aliados, os bolsonaristas, ao pedir para que seus apoiadores não encampem discurso de ódio.

“Só uma coisa que quero pedir àqueles que me apoiam: não cometer os mesmos erros que algumas pessoas fazem que é ingressar em discurso de ódio. Discurso de ódio não é algo que eu apoio, não é algo que ninguém deve apoiar. É algo que apenas nos divide, e temos que nos unir. Não devemos destruir, e sim construir”, declarou, justamente na semana em que o Facebook derrubou dezenas de páginas de fake news e discurso de ódio ligadas ao governo que integrava até há poucos meses.

Segundas intenções

O discurso com tom eleitoreiro de Moro não é à toa. Em entrevista à AFP divulgada em junho, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou as especulações de que ele vai tentar aproveitar o capital político que adquiriu ao romper com Jair Bolsonaro em uma eleição.

Sem muito alarde, na mesma fala, Mandetta também confirmou que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, também deve ser candidato à presidência em 2022.

De acordo com o ex-ministro da Saúde, é possível até mesmo que ambos componham uma chapa para ocupar a cadeira que hoje é do ex-aliado Jair Bolsonaro.

Depois de dizer que se dá bem com Moro, Mandetta foi perguntado se há um futuro político entre os dois, ao que ele respondeu: “Política é destino. Não adianta você querer fazer acontecer as coisas porque você querer. Acho que a gente tem dever como cidadão, tanto eu quanto Moro, de dialogar com a sociedade brasileira e participar ativamente das eleições de 2022, seja como candidatos, chapa junto ou campos opostos, mas de fortalecer a democracia brasileira, ou como cidadão com certeza eu vou participar nas eleições de 2022”.

E completou: “Não tem nada descartado. Vai que rola”.

Moro e Mandetta, desde a época em que os dois integravam o governo Bolsonaro, fazem constantes elogios um ao outro e ensaiam dobradinhas em críticas ao presidente.


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