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06 de janeiro de 2020, 12h39

Em crítica a Dois Papas, compartilhada por Eduardo Bolsonaro, olavista confunde Meirelles com José Padilha

Diretor do site de Olavo de Carvalho, que se vende como "especialista" em Igreja Católica, diz que Fernando Meirelles está pagando a sua penitência com a esquerda pela besteira que fez com Tropa de Elite, que, na verdade, foi dirigido por José Padilha

Bolsonaro com editores do site de Olavo de Carvalho, Paulo Briguet e Bernardo Küster (Reprodução/Twitter)

Considerado pelo clã Bolsonaro como “especialista” nos assuntos da igreja Católica, o youtuber Bernardo Kuster, doutrinado que comanda o recém lançado site de “notícias” de Olavo de Carvalho, mistura alhos com bugalhos na crítica ao filme Dois Papas, que conta a transição entre Joseph Ratzinger, quando ainda ocupava o posto de papa como Bento 16, e o então cardeal Jorge Mario Bergoglio, antes de chegar ao posto de papa como Francisco.

“Primeira coisa que a gente precisa pensar ao ver o filme Os Dois Papas, são duas coisas. O primeiro: quem é o diretor? Porque é o diretor que vai dar o tom do filme. O diretor é o [Fernando] Meirelles, o mesmo que fez Tropa de Elite 1, Tropa de Elite 2. O Fernando Meirelles tá pagando a sua penitência com a esquerda até hoje pela besteira que ele fez com os esquerdistas no Tropa de Elite, que a ideia era fazer um policial tão mal, tão mal, assassino, bandido, que no final o pessoal ia desgostar da polícia. O que no final das contas se tornou um ícone, um herói nacional, que é o capitão Nascimento. O tiro saiu pela culatra. Agora ele está tentando refazer”, critica o olavista, que é adorador de Bento 16 e crítico ao Papa Francisco.

No entanto, a gafe é que Fernando Meirelles não dirigiu Tropa de Elite, filme que teve no comando José Padilha, que este ano declarou que errou ao apoiar Sergio Moro.

“Não há outra explicação: Sergio Moro finge não saber o que é milícia porque perdeu sua independência e hoje trabalha para a família Bolsonaro”, relatou José Padilha em abril, ao classificar o pacto anticrime de Moro de “pacote pró-milícia”.

A crítica do olavista foi compartilhada pelo deputado Eduardo Bolsonaro, também doutrinado de Olavo: “@bernardopkuster analisa o filme da Netflix “os dois papas”, tuitou o filho de Bolsonaro.

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