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03 de outubro de 2018, 11h19

Em culto, Bolsonaro aparece em vídeo e pastores pedem votos: “17 é outra coisa e precisa estar lá também”

Em agosto, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que pedir votos durante atos religiosos pode configurar abuso de poder econômico.

Bolsonaro aparece em vídeo no culto da Assembleia de Deus, Ministério Belém, em SP (Reprodução/Youtube)

Em culto realizado na segunda-feira (1º) na igreja evangélica Assembléia de Deus, Ministério Belém, em São Paulo, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, aparece em vídeo cumprimentando o pastor José Wellington Bezerra da Costa e a esposa, Wanda Costa, pelo aniversário de casamento e aproveita para agradecer o apoio recebido. “Não tenho palavras para expressar o agradecimento que eu tenho da confiança que vocês depositam em mim no momento, bem como pelas orações num momento difícil que passei da minha vida”, diz e completa, “juntos resgataremos esta grande pátria chamada Brasil”.

Ao final do pronunciamento de Bolsonaro, o pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), aproveitou para pedir votos para Bolsonaro e para seus irmãos, o deputado federal Paulo Freire (PR) e a deputada estadual Marta Costa (PSD) – ambos candidatos à reeleição por São Paulo.

“Nós já temos nossos representantes na Assembléia Legislativa, aqui em São Paulo, e na Câmara Federal, lá em Brasília, e o nosso desejo é que eles retornem a essas casas. E logicamente serão levados por nós. O Paulo está lembrando aqui que é até às dezessete horas que é para votar”, diz, aos risos, fazendo referência ao número de Bolsonaro.

O pastor José Wellington Bezerra da Costa também pede votos contra a esquerda e relembra, em tom irônico, o número do militar reformado. “Há poucos instantes nós vimos aqui um vídeo e não sei se preciso falar mais alguma coisa em relação à política. Meus irmão, no dia 7 de outubro, dia 17, não. É dia 7. 17 é outra coisa, que precisa estar lá também”, afirma o pastor.

Ao final, ele ataca as candidaturas de esquerda. “Há tempo de divulgar, há tempo para orar e tempo para votar. Nós já oramos, já divulgamos e agora está se aproximando o dia de votar… Nós temos que ter muito cuidado com nosso voto e a minha orientação, senhores, é não votar à esquerda. Não podemos deixar que o Brasil caia nas mãos dessa gente mais uma vez”, diz Bezerra da Costa.

Crime eleitoral
Em agosto, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que pedir votos durante atos religiosos pode configurar abuso de poder econômico. Pela Lei 9.504, de 1997, é proibido fazer propaganda eleitoral “nos bens de uso comum”. Como templos e igrejas são locais públicos, a interpretação é que eles se enquadram nessa norma.

Após a decisão, o TSE cassou o mandato do deputado federal Franklin (PP-MG) e do deputado estadual Márcio José Oliveira (PR-MG), conhecido como missionário Márcio Santiago. Por maioria de votos, o colegiado considerou grave a conduta dos então candidatos de se reunirem em uma igreja para explicitamente pedir voto na véspera do pleito de 2014.

Assista ao vídeo


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