Em desespero, Lava Jato faz nova busca e apreensão envolvendo filho de Lula

A operação é um desdobramento da “condução coercitiva” de Lula, em 2016, e, segundo informações obtidas pela Fórum, vasculhou locais onde a PF não havia entrado antes, como a Gamecorp e outra empresa de um dos sócios do filho do ex-presidente

Em ação batizada de Mapa da Mina, a Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (10), 47 mandados de busca a apreensão na 69ªfase da Operação Lava Jato, que investiga repasses do grupo Oi/Telemar para uma empresa de Fábio Luis Lula da Silva, um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A operação é um desdobramento da 24ª etapa da Lava Jato (Operação Alethéia), em que Lula foi levado a depor através de “condução coercitiva”. A operação se tratou de um espetáculo midiático-policial operado pelo então juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, em 4 de março de 2016.

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Na ocasião, o juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou: “Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”.

De acordo com informações obtidas pela Fórum com exclusividade, a PF desta vez foi aos lugares que não haviam invadido em 2016, à Gamecorp e à empresa de Kalil Bittar.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), são apurados repasses financeiros suspeitos do grupo Oi/Telemar em favor de empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por Fábio Luis Lula da Silva, Fernando Bittar, Kalil Bittar e Jonas Suassuna.

As buscas são realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal. A 69ª fase da Operação Lava Jato autorizada pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

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