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27 de março de 2019, 09h07

Em discurso após cinema, Michelle Bolsonaro diz que milagre igual ao do filme se repetiu em 2018

Primeira-dama comparou história do filme, em sessão de cinema acompanhada de Bolsonaro em plena manhã de terça-feira, com recuperação do marido após atentado: "resgatou a nação e despertou uma igreja"

Foto: Agência Brasil

Reportagem de Julia Lindner, na edição desta quarta-feira (27) do jornal O Estado de S.Paulo, mostra que, na sequência da sessão de cinema acompanhada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) em plena manhã de crise política na terça-feira (26), a primeira-dama Michele Bolsonaro afirmou que “o deus que fez o milagre em 2015 [referindo-se à história do filme assistido], fez o milagre em 2018” – dessa vez, falando sobre a recuperação do marido após o atentado sofrido durante a campanha eleitoral.

Na frente do telão e ao lado do presidente, ela – que é evangélica – disse ainda que a facada “resgatou uma nação e despertou uma igreja que orou pela recuperação dele”.

“Gente, obrigada. Foi um prazer estar aqui nesta manhã com todos vocês. E nós temos muito em comum com esse filme pelo momento difícil que o Jair passou. Creio que todos aqui, como no filme, oraram pela recuperação dele. Fico muito emocionada em saber que o deus que fez milagres no passado continua fazendo hoje”, afirmou Michele, em discurso simultaneamente traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Superação: o milagre da fé foi o filme assistido pelo casal em sessão restrita a convidados. A história é baseada em livro autobiográfico, no qual Joyce Smith conta que o filho, John, de 14 anos, teria “ressuscitado” graças a fé e oração após ter caído em um lago congelado, no Missouri, Estados Unidos. O acidente ocorreu em 2015.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também acompanhou a sessão.

Sessão com críticas
Mas a escapada de Jair Bolsonaro ao cinema não foi bem recebida por lideranças no Congresso. Na mesma manhã, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comunicou a suspensão de sua ida à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para tratar da Reforma da Previdência.

“O Brasil percebe que não tem governo. O ministro da Economia [Paulo Guedes] foge da Câmara, onde deveria defender sua proposta. Enquanto isso, o presidente vai ao cinema. Enquanto o governo não está, a oposição está preocupada com o Brasil e vai apresentar alternativas para o País ter uma saída para a grave crise que enfrenta”, disse o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

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