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19 de março de 2019, 15h53

Em encontro com Trump, Bolsonaro sela submissão aos Estados Unidos

Durante coletiva com os dois presidentes, o norte-americano revelou que quer o Brasil na OCDE e reafirmou que intervenção militar é uma possibilidade na Venezuela: “O Brasil está a postos”, respondeu o brasileiro

Foto: Reprodução/Twitter Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro não só ratificou sua submissão às ideias de Donald Trump, como já divulgou seu apoio ao norte-americano à reeleição presidencial nos Estados Unidos, que será em 2020.

Durante coletiva com os dois presidentes, nesta terça-feira (19), outros temas abordados foram a questão da Venezuela e as relações comerciais entre os dois países.

“Temos muito em comum com o senhor Donald Trump e isso para mim é motivo de orgulho e satisfação. Ele quer uma América grande, como eu quero um Brasil grande também. A partir deste momento, o Brasil mais do que nunca está engajado com os nossos Estados Unidos”, declarou Bolsonaro.

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Trump disse que todas as cartas estão na mesa na questão venezuelana, o que inclui a intervenção militar. “Eu sei exatamente o que quero que aconteça na Venezuela, nós temos opções diferentes sobre a Venezuela, vamos conversar sobre elas. Todas as opções estão na mesa. É uma vergonha o que está acontecendo na Venezuela, toda a crise e fome, vamos falar sobre isso em profundidade”, afirmou. Bolsonaro, em relação a uma possível ação militar na Venezuela, disse que o Brasil está a postos.

Comércio

“Temos uma grande aliança com o Brasil, a maior que já tivemos. E outra coisa muito importante é o comércio. O comércio que temos com o Brasil não é tão bom. Vamos trabalhar para que seja o melhor possível. Também estamos pensando em facilitar os vistos”, destacou Trump. Lembrando que, nesta segunda (18), Bolsonaro liberou vistos para norte-americanos, sem pedir reciprocidade.

O presidente norte-americano afirmou, também, que apoiará a candidatura de ingresso do Brasil na Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). “Estou apoiando o Brasil”, limitou-se a dizer.

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Além disso, Trump, afirmou que se sente “honrado” pelas comparações com Jair Bolsonaro e que avaliará “muito a sério” a ideia de dar ao Brasil privilégios militares similares aos recebidos pelos aliados norte-americanos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Acrescentou que Brasil e Estados Unidos “nunca estiveram tão perto” e que avaliará “muito, muito a sério” a possibilidade de dar ao país sul-americano benefícios próprios da Otan.

Nesta segunda (18), os governos dos países já haviam assinado um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST), que permite o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão. Na prática, o acordo indica que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense.

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