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17 de julho de 2019, 11h54

Em entrevista, Mourão afirma que “sempre houve homossexualidade no Exército” e defende ditadura militar

"Homossexualidade sempre houve. Agora, dentro da disciplina e da hierarquia. As coisas sendo mantidas dentro da disciplina e da hierarquia, as coisas aconteceram e as pessoas seguiram", disse Mourão em entrevista no Conversa com Bial

Hamilton Mourão (Reprodução/TV Globo)

Em entrevista ao programa Conversa com Bial, da TV Globo, que foi ao ar na madrugada desta terça-feira (16), o vice-presidente, general Hamilton Mourão, comentou sobre sua participação no governo e também sobre as Forças Armadas. Ele afirmou que a homossexualidade sempre esteve presente no exército “dentro da disciplina e da hierarquia” e, apesar da pose de democrático, voltou a defender a ditadura militar e o torturador Brilhante Ustra.

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“É uma questão de costumes, é uma questão delicada. Transgênero só existe um caso ou dois, se houve. Homossexualidade sempre houve. Agora, dentro da disciplina e da hierarquia. As coisas sendo mantidas dentro da disciplina e da hierarquia, as coisas aconteceram e as pessoas seguiram”, disse o general da reserva ao ser questionado por Pedro Bial sobre transgeneridade no Exército.

Ao comentar sobre o governo de Bolsonaro, Mourão destacou que o vice tem um papel importante em “assegurar a estabilidade”. “A gente tem que ter a noção de até onde nós podemos levar as nossas ações e a nossa tarefa de buscar auxiliar o presidente sem atropelar os fatos”, comentou sobre o fato de Bolsonaro ter comemorado o seu silêncio.

Mourão também falou sobre a ditadura militar, que considera apenas um “período de presidentes militares”, e elogiou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. “Eu desconheço que o coronel Ustra tenha feito isso [tortura contra pesos políticos] pessoalmente. Ele foi meu comandante durante dois anos e foi um exemplo de soldado pra mim. Essa é a forma como eu o vejo”, disse.

O vice-presidente colocou em dúvida parte das denúncias de tortura feita por presos políticos e condenou a prática.”Eu não justifico a tortura em circunstância nenhuma. Nenhuma. Eu acho que na tortura você se aproveita da incapacidade do prisioneiro”, afirmou.


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