O que o brasileiro pensa?
25 de junho de 2020, 19h54

Em live com Bolsonaro, Guedes diz que motorista de táxi e faxineira são “empreendedores”

Na transmissão, que contou com o presidente da Embratur tocando sanfona, Bolsonaro voltou a pregar o fim do isolamento por "leitos vazios"

Reprodução/YouTube

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou da live semanal realizada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25) e comentou sobre o futuro do auxílio emergencial. Enquanto a Câmara possui projetos de ampliação do benefício até o fim do ano ou até o meio de 2021, Bolsonaro já fala em redução para “adequação”, pregando o fim do isolamento.

“Adequação. 1200 reais em 3 parcelas. Deve ser 500, 400 e 300 reais. A ideia do auxílio é atender aos desassistidos, mas a economia espera que volte a funcionar. Abrir pra funcionar. Lamentamos as mortes, mas o objetivo de fechar era para que as pessoas fosse aos hospitais e fossem atendidas. Temos a notícia verdadeira que os hospitais estão com sobra de leito”, declarou o presidente.

Ao comentar sobre os números do programa, Guedes classificou parte dos beneficiários como “empreendedores”. “Esperávamos 40 milhões, mas foram 60 milhões, 20 milhões do Bolsa Família e 40 milhões de invisíveis. Nesse invisíveis tem aí uns 10 milhões que são realmente fragilizados e os outros são os empreendedores. É o chofer do taxi, a faxineira”, disse.

O governo tem sido criticado por não ajudar micro e pequenas empresas durante a pandemia, abrindo mão, dessa maneira, dos empreendedores.

O ministro, que queria inicialmente implementar um voucher de apenas 200 reais, puxou para si o “sucesso” do programa – que ainda é alvo de críticas por não-recebimento das parcelas. “Foi um programa super bem-sucedido, muito bem avaliado lá fora, todo mundo elogiando e, de certa forma, copiando. Países avançados acabaram lançando esse programa depois do Brasil”, declarou.

O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, também participou da transmissão. Bolsonaro pediu para o sanfoneiro tocar “Ave Maria” em razão da não-realização das festas juninas em meio à pandemia e em memória dos mortos por coronavírus.


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