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12 de junho de 2019, 07h49

Em meio à crise da Vaza Jato, Moro acorda cedo e vai ao Twitter falar da taxa de homicídios

Dados nada mostram do pouco que foi feito por Moro nesses seis meses, já que se referem ao primeiro bimestre e revelam resultados de políticas de governos anteriores

Bolsonaro e Moro (Foto:Isaac Amorim/MJSP)

Acuado e sob pressão dentro do próprio governo Jair Bolsonaro após a divulgação de conversas espúrias com procuradores da Lava Jato, o ministro da Justiça e ex-juiz, Sergio Moro, acordou cedo nesta quarta-feira (12) e foi ao Twitter defender a sua política de segurança, divulgando dados da queda nos indíces de homicídio no primeiro bimestre de 2019.

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No entanto, os dados nada mostram do pouco que foi feito por Moro nesses seis meses à frente da pasta, já que se referem aos dois primeiros meses de governo e revelam resultados de políticas já feitas em governos anteriores. O pacote anticrime de Moro, por exemplo, foi apresentado em fevereiro e ainda patina na tramitação no Congresso.

Na sequência de tuítes, Moro faz a defesa da aprovação do seu pacote e diz que “hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos não vão interferir na missão (SIC)”.

Tabelinha com o antagonista
Parceiro para divulgação de vazamentos da Lava Jato e primeiro a dar a nota do ministro sobre as conversas divulgadas pelo The Intercept, o site de extrema-direita Antagonista mostra que a parceria com Moro prossegue.

Em sua página, o site republicou os dados de Moro e diz que os números mostram uma “queda impressionante” na criminalidade. Novas conversas divulgadas pelo The Intercept devem mostrar a ligação entre o ex-juiz da Lava Jato e Moro.


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