quarta-feira, 23 set 2020
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Em meio a crise de Bolsonaro com Congresso, Mourão janta com empresários na casa de Skaf em SP

Em meio à crise instalada por Jair Bolsonaro (PSL) na relação com o Congresso – em especial com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ) -, o vice-presidente, general Hamilton Mourão desembarca nesta terça-feira (26) em São Paulo para um jantar com nomes ligados ao alto empresariado brasileiro na casa do presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB).

Segundo a coluna Painel, de Daniela Lima, na edição desta terça-feira (26) da Folha de S.Paulo, participam do encontro com o general Fábio Coelho (presidente do Google no Brasil), André Gerdau, Vitório Demarchi (Ambev), Pedro Parente (BRF), Marcelo Melchior (Nestlé) e Flávio Rocha (Riachuelo).

Mourão tem motivado uma das fissuras no Planalto – especialmente na relação com o grupo ligado ao astrólogo Olavo de Carvalho, capitaneado pelos filhos de Bolsonaro.

No Congresso, Rodrigo Maia – que rompeu com o governo após se irritar com os tuítes de Carlos Bolsonaro -, buscou alinhamento com partidos de centro e centro-direita que, incomodados com o discurso do capitão da luta entre “nova x velha política”, vão congelar as relações com o governo.

Já há grupos, inclusive, que apoiam o descarte da proposta da reforma da Previdência de Paulo Guedes, ministro da Economia, que enfrenta audiência pública nesta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em um congresso de ânimos acirrados.

O próprio partido de Bolsonaro, o PSL, critica a articulação do governo com os congressistas e, enciumado do tratamento dado ao capitão ao DEM, se tornou obstáculo na tramitação de pautas governistas nas casas legislativas.

“É engraçado o governo querer contar com o PSL, sendo que, na transição, o partido do governo foi o DEM, que tem ministro da Casa Civil, da Agricultura, tem tudo o que quer”, diz Alexandre Frota (PSL-SP).

Preterido por Bolsonaro, o ex-ator não disfarça a mágoa com o tratamento dispensado a ele e aos colegas de PSL. “Quem apanha não esquece”, afirmou Frota. “Não está no direito de se negociar (cargos)? Cada um está livre para fazer o que quiser. Falta comunicação, faltam articuladores, muita gente não está satisfeita como a reforma (da Previdência) foi tratada pelo governo”, disse ao jornal O Globo.

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Redação
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