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22 de outubro de 2019, 22h51

Em meio a crise, Eduardo Bolsonaro desiste do “filé mignon” e não será mais embaixador nos EUA

Deputado desistiu de ser indicado ao cargo e, como justificativa, disse que precisa ficar no Brasil para resolver a crise no PSL e atuar na Câmara "falando de desarmamento, desse feminismo deturpado", entre outras pautas de costume

Foto: Divulgação

Com a justificativa de ter que ficar no Brasil para resolver as crises do PSL, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) abriu mão de ser indicado para a vaga de embaixador do Brasil em Washington (EUA). A decisão foi anunciada na noite desta terça-feira (22).

“É uma decisão que eu estava pensando há muito tempo. A gente escuta conselho de muita gente. Além disso tem a questão do meu eleitorado, confesso não era a maioria que estava apoiando a ida”, disse o líder do PSL na Câmara.

O nome do filho do presidente perdeu força no Senado, onde tinha que ser aprovado para assumir o cargo nos EUA, depois das confusões em que se envolveu dentro do seu partido.

O deputado afirmou que continuará lutando pelas pautas de costume na Câmara. “As pautas culturais, fazendo evento junto à base. Falando de desarmamento, desse feminismo deturpado. Dos direitos humanos que só defende criminoso, é para isso”, declarou.

Quando Jair Bolsonaro resolveu indicar o próprio filho para a vaga de embaixador brasileiro nos EUA, muitos o chamaram o presidente de nepotista. O capitão da reserva, no entanto, não se abalou e disse que, se quisesse dar o “filé mignon” para seu filho, assim o faria.

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