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05 de agosto de 2019, 09h01

Em meio à crise, governo Bolsonaro tenta acelerar reforma da Previdência na volta do Congresso

Apesar do contexto caótico causado por declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro, Câmara deverá iniciar o segundo semestre legislativo focada em finalizar o segundo turno da votação da Previdência

Deputados oposicionistas protestam no plenário (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Depois de 20 dias de recesso informal, deputados e senadores devem retornar ao trabalho nesta segunda-feira (5) em meio a clima político turbulento, marcado por diversas declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) dos últimos dias. Apesar do contexto caótico, Câmara deve iniciar o segundo semestre legislativo focada em finalizar a votação em segundo turno da Previdência, marcada para esta terça-feira (6).

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Além das próprias controvérsias causadas pelas votações das reformas da Previdência e tributária, a volta do recesso também trouxe a indignação de parlamentares com relação às declarações do presidente nos últimos dias. Sem saber que estava sendo gravado, Bolsonaro se referiu de forma preconceituosa a governadores nordestinos, chamando-os de “paraíbas”, além de ter ironizado o desaparecimento de Fernando Santa Cruz Oliveira, pai do presidente da OAB, durante a ditadura militar. Santa Cruz desapareceu após ter sido preso por agentes militares do DOI-Codi em 1974.

Após falas polêmicas do presidente, de acordo com reportagem de Daniel Carvalho e Angela Boldrini, da Folha de S.Paulo, deputados e senadores também apresentam rejeição com relação à indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada dos Estados Unidos, nome que deve ser oficializado também nesta semana.

O senador Otto Alencar (PSD-BA) disse em entrevista à Folha que as declarações do presidente “geram desconfiança” e que os cinco deputados ligados a ele podem votar contra a PEC da Previdência no segundo turno, principalmente por sentirem que não têm a garantia de que o presidente cumprirá com promessas, como a da revisão do pacto federativo.

O segundo semestre também será marcado por outras votações consideradas “difíceis”, como a da reforma tributária, pauta que já está sendo analisada internamente em comissão especial. O senado deverá dar andamento ao pacote anticrime, projetos que criminalizam a homofobia e da descriminalização do uso da maconha para fins medicinais.

 

 


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