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19 de outubro de 2018, 16h36

Em meio a escândalo de caixa dois de Bolsonaro, TSE adia pronunciamento

O próprio aplicativo de mensagens que era usado para propagar as fake news já notificou às agências envolvidas no esquema

Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

Depois de o jornal Folha de S.Paulo ter revelado o esquema de caixa dois da campanha de Jair Bolsonaroo (PSL), no qual empresários financiaram uma rede de notícias falsas para serem compartilhadas no WhatsApp contra o PT, era esperado que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se pronunciasse o quanto antes, já que o segundo turno das eleições está marcado para daqui a pouco mais de uma semana. Porém, nada foi feito até a tarde desta sexta-feira (19).

O próprio aplicativo de mensagens que era usado para propagar as fake news já notificou às agências envolvidas no esquema. O WhatsApp exigiu também que elas parem de usar números de celulares obtidos pela internet para aumentar o alcance dos grupos na rede social. Além disso, o aplicativo também baniu as contas associadas a essas agências. Uma delas foi a de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), filho do candidato à presidência.

Mesmo a empresa já tendo feito sua parte, o TSE ainda não se pronunciou e a demora chegou até a virar meme nas redes sociais. “Quem demora mais pra se pronunciar? O TSE ou a Anitta?”, brincou um usuário. Pessoas públicas também comentaram sobre o assunto. O jornalista Kennedy Alencar disse: “A omissão e a lentidão da Justiça e do Ministério Público diante de uma notícia que alertava sobre crime eleitoral destoam da celeridade dessas instituições nos últimos anos”.

Um dos candidatos no primeiro turno das eleições presidenciais, Guilherme Boulos (Psol) também se pronunciou nas redes: “No meio do escândalo do caixa dois de Bolsonaro, o TSE se esconde como um avestruz. Adiou o pronunciamento público de hoje para domingo. Em momentos decisivos, o silêncio significa cumplicidade”.

“A procuradora-geral da República [Raquel Dodge], a presidente do TSE [Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber] e as demais autoridades estavam onde, quando receberam essas denúncias, e não adotaram as providências necessárias para evitar que o processo eleitoral brasileiro chegasse ao [ponto] que chegou esta semana?”, perguntou Darci Frigo, vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH).


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