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11 de março de 2019, 20h49

Em meio à queda-de-braço no MEC, Vélez exonera seis servidores

Edição extra do Diário Oficial da União traz demissões em cargos do alto escalão do ministério: chefe de gabinete, secretário adjunto, assessor especial e três diretores

O ministro Ricardo Vélez-Rodriguez (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A crise, em consequência de queda-de-braço pelo poder no Ministério da Educação (MEC), envolvendo Ricardo Vélez Rodríguez e Olavo de Carvalho, “guru” da família Bolsonaro, fez mais baixas na pasta.

Uma edição extra do Diário Oficial da União publicou, na tarde desta segunda-feira (11), mais seis exonerações no primeiro escalão do ministério.

Entre os que deixaram a pasta estão dois ex-alunos do “filósofo” Olavo de Carvalho e do coronel Ricardo Wagner Roquetti, cuja demissão foi uma exigência de Jair Bolsonaro, depois de ataques do chamado grupo “olavista”.

Entre os seguidores de Olavo que foram demitidos estão o chefe de gabinete, Tiago Tondinelli, e o assessor especial do MEC, Sílvio Grimaldo de Carvalho. Este último havia publicado em seu Facebook, na semana passada, a seguinte mensagem: “O expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora. Nem as trairagens do Mourão ou do Bibiano chegaram a esse nível”.

Outro diretor de programa do MEC, o tenente-coronel Claudio Titerics, também foi exonerado. Ainda aparecem na lista de demitidos Eduardo Melo, adjunto da Secretaria-Executiva, ed Tiago Diniz, diretor da Fundação Joaquim Nabuco.

Foram nomeados: Josie Priscila Pereira de Jesus, nova chefe de gabinete de Vélez; Robson Santos da Silva, diretor de Formação Profissional e Inovação da Fundação Joaquim Nabuco; Rubens Barreto da Silva, secretário-executivo adjunto da diretoria de Formação Profissional e Inovação da Fundação Joaquim Nabuco.

Os postos de assessor especial e os dois cargos de diretores de programas do MEC não tiveram substitutos.

Nota do MEC

O Ministério da Educação divulgou uma nota, na qual declara que “as movimentações de pessoal e de reorganização administrativa, levadas a efeito nos últimos dias, em nada representam arrefecimento no propósito de combater toda e qualquer forma de corrupção” e que “ademais, envolveram cargos e funções de confiança, de livre provimento e exoneração”.

O MEC disse, também, que “continua firme no propósito de dar prosseguimento aos trabalhos de apuração de indícios de irregularidades no âmbito da pasta”.

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