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18 de agosto de 2019, 17h38

Em referência à nova leva da Vaza Jato, defesa de Lula cita abuso de autoridade e “conspiração”

Em nota, advogados do ex-presidente citam quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico sem a presença de qualquer das hipóteses autorizadas em lei, em situação que pode configurar abuso de autoridade

Foto: Ricardo Stuckert

Em nota divulgada neste domingo (18), os advogados Cristiano e Valeska Zanin, responsáveis pela defesa de Lula, alegaram que o ex-presidente foi vítima de uma “conspiração” e abuso de autoridade, em referência à nova leva de mensagens da Vaza Jato divulgadas pelo Intercept, revelando que a força-tarefa de Curitiba contornou as leis para ter acesso a dados sigilosos da Receita Federal.

“A Lava Jato de Curitiba efetivamente passou a investigar Lula formalmente nesse momento por meio de uma devassa na vida do ex-presidente, seus funcionários, colaboradores, pessoas relacionadas e até advogados – com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de inúmeras pessoas sem a presença de qualquer das hipóteses autorizadas em lei, em situação que pode configurar abuso de autoridade.”, diz a nota.

Os advogados também alegaram que o ex-presidente “é vítima de uma conspiração por partes de alguns agentes públicos que atuaram para condená-lo sem que ele tenha praticado qualquer crime”.

As novas revelações que vieram à tona neste domingo (18) com a série Vaza Jato, veiculada pelo The Intercept Brasil e pela Folha de S. Paulo, podem desencadear a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar membros da operação Lava Jato. É o que defende o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT).

Pelo Twitter, Pimenta comentou o fato de que, conforme mostram as conversas divulgadas, Dallagnol e procuradores do núcleo da Lava Jato obtiveram de maneira ilegal dados fiscais de pessoas próximas àqueles que queriam investigar. Os dados eram repassados pelo então auditor da Receita Federal, Roberto Leonel, através de um chat no Telegram, de maneira “informal” – isto é, sem autorização judicial.  Roberto Leonel, este ano, já no governo Bolsonaro, foi nomeado, a pedido de Sérgio Moro, como presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


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