Em novo depoimento, Adélio Bispo recusa delação premiada por não ter mais nada a falar

Contrariando as teorias da conspiração lançadas por Jair Bolsonaro e por seu clã, Adélio reafirmou que agiu sozinho e negou que o atentado tenha sido encomendado

Em novo depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (31) prestado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde está preso, Adélio Bispo dos Santos recusou mais uma vez a fechar acordo de delação premiada por não ter mais nada a dizer além do que ele já falou em dezenas de outros depoimentos.

Contrariando as teorias da conspiração lançadas por Jair Bolsonaro e por seu clã, Adélio reafirmou que agiu sozinho e negou que o atentado tenha sido encomendado no depoimento prestado ao delegado Rodrigo Morais, da superintendência da PF em Belo Horizonte, que agora apura a existência de comparsas ou mandantes na facada desferida no então candidato durante campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).

Adélio recebeu da Justiça a chamada absolvição imprópria. Ele é comprovadamente autor do crime, mas não pode ser responsabilizado penalmente, já que foi declarado inimputável por ter uma doença mental. O diagnóstico foi de transtorno delirante persistente.

Iraniano
O delegado da PF ouviu também o iraniano Farhad Marvizi, que está preso na mesma penitenciária e enviou uma carta a Bolsonaro dizendo que Adélio teria confidenciado a ele que teria sido contratado para assassinar o presidente.

O iraniano, no entanto, é considerado uma fonte de baixa credibilidade, por também ter problemas mentais. No depoimento, ele disse que só daria detalhes do caso contado por Adélio se recebesse o perdão da pena.

A PF descartou aceitar algum tipo de acordo com Marvizi, por desconfiar da veracidade de suas palavras. O iraniano tem o hábito de mandar correspondências para personalidades —já teria escrito ao apresentador Silvio Santos e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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