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28 de fevereiro de 2019, 15h42

Em novo recuo, Vélez desiste de pedido para escolas gravarem Hino Nacional

Desde a manhã, o terceiro comunicado desta semana está sendo enviado às escolas. Após representação por improbidade da oposição, o Ministério Público Federal havia dado 24 horas para o ministro se explicar

Carta do ministro da Educação, Ricardo Vélez, para escolas - Reprodução

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, abandonou definitivamente a ideia de receber filmagens de crianças cantando o Hino Nacional nas escolas de todo o país. Desde a manhã desta quinta-feira (28), um novo comunicado – o terceiro desta semana – está sendo encaminhado às instituições de ensino.

“Em relação à mensagem anterior do Ministério da Educação, dirigida aos senhores e senhoras diretores e diretoras de escolas, por questões técnicas de armazenamento e de segurança, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez decidiu suspender o pedido de filmagem e de envio dos vídeos por e-mail”, diz o documento.

Vélez encaminhou a primeira carta às escolas na segunda-feira (25), pedindo que os alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional e, em seguida, ouvindo a leitura de uma mensagem de patriotismo que se encerrava com o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, utilizado na campanha de Bolsonaro.

Alertado de que o uso da frase de campanha em um documento de governo poderia caracterizar improbidade administrativa, o ministro recuou e na terça-feira (26) enviou uma nova carta aos diretores de escolas. Nessa, suprimiu o slogan e tratou de deixar explícito que as filmagens das crianças deveriam ter autorização da família – a omissão desse ponto também causou críticas ao primeiro comunicado.

Finalmente, hoje, Vélez desistiu da ideia. Após representação por improbidade da oposição, o Ministério Público Federal havia dado 24 horas para o ministro se explicar. Assinaram o pedido o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB) e os líderes Tadeu Alencar (PSB),  Ivan Valente (PSOL), Joenia Wapichana (Rede), além dos vice-líderes da oposição Henrique Fontana (PT), Gervazio Maia (PSB) e Patrus Ananias (PT).

 


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