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25 de janeiro de 2019, 08h45

Em novos acordos, Palocci terá bens liberados e vai apenas prestar serviços comunitários

Preso em caráter preventivo em setembro de 2016, numa das fases da Operação Lava Jato, o ex-ministro ficou pouco mais de dois anos na cadeia em Curitiba

Foto: Reprodução

Se for condenado pelos delitos revelados pelos novos depoimentos e a Justiça concordar com os termos que negociou como colaborador em dois novos acordos, o ex-ministro Antonio Palocci terá apenas que prestar serviços comunitários por algum tempo, em condições a serem definidas pelos juízes. Além disso, terá cerca de R$ 37,5 milhões, praticamente metade dos seus bens hoje bloqueados, liberados pela justiça.

Os acordos estão sendo fechados com a Polícia Federal e procuradores da República que atuam no Distrito Federal.

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Graças ao primeiro acordo de delação que negociou, o ex-ministro foi solto pelo TRF-4. O termo foi assinado com a Polícia Federal em Curitiba em março do ano passado e homologado pelo juiz federal João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no tribunal, em junho.

O acordo reduziu pela metade a pena de Palocci, para nove anos e dez dias, mas não o livrou de cumprir parte da sentença com restrições à sua liberdade. Ele deverá permanecer trancado em casa por nove meses e só poderá sair de dia para trabalhar se tiver autorização da Justiça.

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Já estes outros dois novos acordos fechados oferecem benefícios mais generosos, sem impor restrição à sua liberdade em caso de condenação e propondo somente penas restritivas de direitos, a categoria em que se incluem os serviços comunitários.

Poucos colaboradores da Lava Jato conseguiram assegurar benefícios como os de Palocci. Seu acordo com a PF também prevê o pagamento de multa de R$ 37,5 milhões. Estima-se que o valor represente metade do patrimônio acumulado pelo ex-ministro antes da prisão, atualmente bloqueado pela Justiça. Os bens que não forem necessários para o pagamento da multa deverão ser liberados após a quitação.

Com informações da Folha

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