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31 de Maio de 2019, 18h13

Em resposta a Bolsonaro, Marco Aurélio Mello afirma que “Estado é laico” e provoca Moro

Ministro do STF rebate Bolsonaro e diz que religião não pode ser critério para vaga no Supremo após o presidente afirmar ser necessário um ministro evangélico no tribunal; Mello ainda ironizou o ex-juiz Sérgio Moro: "Talvez ele se converta agora"

Foto: STF

Em entrevista concedida ao jornal O Globo nesta sexta-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, contestou a afirmação de Jair Bolsonaro de que era necessário um “ministro evangélico” na Corte. Mello destacou que o Supremo faz parte do Estado e deve ser laico.

Para o magistrado, a religião não deve ser um fator relevante na escolha de um ministro, mas sim o apego à Constituição. “No STF, o importante é professar a observância da Constituição Federal, a lei das leis. Amá-la e torna-la prevalecente. O importante é termos juízes que defendam a ordem jurídica e a Constituição. O Estado é laico. O Supremo é Estado”, afirmou.

O ministro, que disse não ver problema em dividir o tribunal com conservadores, também brincou sobre a pré-anunciada nomeação do ex-juiz Sérgio Moro, que hoje ocupa o Ministério da Justiça: “Não se sabe se ele é evangélico, mas quem sabe? Talvez ele se converta agora”.

Moro, que já comparou a vaga no STF com ganhar na loteria, não anuncia publicamente sua religião, mas segundo entrevistas de Odete Moro, mãe do ex-juiz, ele é católico.

 


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