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01 de outubro de 2018, 15h51

Em segundo turno sem Boulos, chapa irá apoiar quem for democrático, diz Sônia Guajajara

Candidata à vice pelo PSOL afirmou que é preciso “derrotar o fascismo” nestas eleições

Foto: Divulgação/Facebook

Em entrevista exclusiva à Fórum, Sônia Guajajara (PSOL), candidata à vice de Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que, caso não consiga ir para o segundo turno, a chapa que ela representa irá apoiar candidatos que estejam no campo democrático. Mesmo dizendo que “ainda tem muita água para rolar” nesta última semana antes das eleições, Sônia destacou que é preciso “derrotar o fascismo”.

“A gente não pode afirmar a quem vai ser o apoio. Mas tudo está mostrando que a gente vai ter alguém do campo democrático no segundo turno. É claro que a gente vai se juntar nesse momento para derrotar o ódio”, afirmou a candidata à vice.

Segundo ela, mesmo com o medo que muitos brasileiros estão sentindo recentemente, é preciso que eles votem nos candidatos que acreditam no primeiro turno. “O que a gente tem sentido é a necessidade de estimular para as pessoas votarem naquilo que acreditam e não se deixarem ser tomadas pelo medo, pelo desespero. O fascismo está surreal e aí, por medo, as pessoas acabam votando no menos pior”, diz.

Sônia disse que vem recebendo muito carinho nas ruas, de pessoas que parabenizam sua chapa, mas que dizem que vão votar em outros candidatos por conta do cenário atual, em que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aparece em primeiro lugar nas pesquisas. “A nossa campanha está com boa aceitação e, por onde a gente tem passado, as pessoas têm manifestado esse carinho com a gente”, comemorou.

Primeira mulher indígena a fazer parte de uma chapa presidencial, Sônia diz que sua presença nas eleições de 2018 é “significativa e histórica”. “É a gente trazer a pauta indígena para o centro do debate. É obrigar que esse debate seja feito em todos os âmbitos”, disse. Segundo Sônia, ela e Boulos estão cumprindo um papel fundamental neste momento, proporcionando uma centralidade da questão indígena e ambiental.

De acordo com ela, é preciso que as pautas de candidatos à presidência sejam de combate à desigualdade. Ela acredita que sua chapa vem tendo “coragem de enfrentar privilégios”, para romper “com essa estrutura que exclui”. Segundo Sônia, foi acertado desde o início da campanha que ela não seria “uma vice decorativa”, mas que seria uma chapa que iria fazer uma evolução coletiva. “Nessa reta final, estamos com essa certeza que a gente está fazendo a coisa certa. Nossa aliança vai para além de um processo eleitoral. Vamos dar seguimento à nossa luta”, concluiu.


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