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28 de março de 2019, 06h53

Em SP, Mourão se reúne com o PIB e Bolsonaro com empresários que fizeram sua campanha

Mourão ainda participou de um jantar na casa de Skaf com um "petit comité" do PIB brasileiro na noite de terça-feira; nesta quarta-feira, apóse cancelar ida à Mackenzie, Bolsonaro buscou apoio de empresários na casa de Elie Horn, fundador da Cyrela

Mourão e Bolsonaro (Arquivo)

Com a reforma da Previdência subindo no telhado e após o vice, General Hamilton Mourão (PRTB), se reunir com cerca de 700 empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – onde estava concentrado grande parte do PIB brasileiro -, Jair Bolsonaro (PSL) buscou abrigo na casa de Elie Horn, fundador da Cyrela, nesta quarta-feira (27) para se encontrar com empresários que apoiaram sua campanha desde a primeira hora.

A reunião de Bolsonaro aconteceu depois que ele cancelou a agenda na Mackenzie, onde seria recebido com protestos contra a ordem para a caserna “comemorar” o dia do golpe de 64. Com as ruas próximas à casa de Horn, no bairro do Morumbi, fechadas, Bolsonaro buscou apoio entre velhos conhecidos de sua campanha , como Sebastião Bonfim (Centauro) e Meyer Nigri (Tecnisa), além de Benjamin Steinbruch (CSN) e Michael Klein (Grupo CB).

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Flávio Rocha, da Riachuelo, que participou do encontro com Bolsonaro, também esteve na noite anterior em um “petit comité”, com cerca de 30 empresários da nata do PIB, na casa de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, com Mourão.

Após assumir compromisso com a liberdade, citando três exemplos -expressão, religião e escolha – aos mais de 700 empresários que lotaram o auditório e salas anexas da Fiesp, Mourão falou ao pequeno grupo na casa de Skaf sobre as relações com o Congresso, acalmou os ânimos sobre a reforma da Previdência e chegou até a dizer que Bolsonaro é “um democrata”, ressaltando os “ruídos na comunicação” dele com o presidente da casa.

Em ao menos uma coisa, Mourão e Bolsonaro unificaram os discursos – embora pareçam estarem a cada dia em uma frente de batalha: a “importância de aprovar a reforma da Previdência. A proposta de Paulo Guedes, ministro da Economia, que mantém o apoio do empresariado ao governo, está cada dia mais distante com as rusgas com o Congresso.

Mas, tanto Mourão, quanto Bolsonaro vêem na aprovação do pacote de maldades da Previdência algo messiânico. “Estamos fazendo isso não é por nós, é por nossos netos”, disse Bolsonaro, que já atuou contra outras reformas previdenciárias, aos amigos empresários.

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