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28 de outubro de 2019, 19h46

Embratur envia ofício à Funai para suspender demarcação de terra indígena na BA e instalar resorts

Empresa portuguesa Vila Galé tem interesse em construir empreendimentos de luxo no local onde vivem 4,6 mil indígenas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Embratur quer que a Funai desista da demarcação de terra indígena na Bahia para a construção de um resort no local. A empresa de turismo, subordinada ao Ministério do Turismo de Jair Bolsonaro, encaminhou um ofício à Fundação Nacional do Índio (Funai), no qual fala do “interesse no encerramento” do processo de demarcação de terras do povo Tupinambá, no Sul da Bahia.

Existe a intenção de um grupo português de hotéis na instalação de dois resorts no local e menciona a necessidade de “segurança jurídica” para que o investimento seja feito.

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O caso foi divulgado inicialmente pelo The Intercept Brasil e o G1 também teve acesso ao documento.

Números da Funai indicam que a terra indígena está delimitada em uma área de 47,3 mil hectares, alcançando os municípios de Una, Ilhéus e Buerarema. No local vivem 4,6 mil indígenas.

“Costa do Cacau”

A empresa portuguesa interessada em construir resorts no local se chama Vila Galé. No site dela, é possível observar o anúncio do projeto, previsto para 2021. O empreendimento é chamado de “Vila Galé Costa do Cacau”.


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