Empresário bolsonarista pode entrar na mira da Interpol após ignorar CPI

“Ele está em local incerto e não sabido", disse Omar Aziz, lembrando que a Justiça pediu a retenção do passaporte de Carlos Wizard após ele não ser encontrado pela Polícia Federal

O presidente da CPI do Genocídio, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou em entrevista à coluna Painel, da Folha de S.Paulo, que a comissão vai acionar a Interpol para localizar o empresário bolsonarista Carlos Wizard, acusado de ser um dos comandantes do chamado “gabinete paralelo”.

“Ele está em local incerto e não sabido. Vamos pedir ajuda da para saber onde está e buscar o passaporte dele, como a Justiça já determinou”, disse o senador.

Na sexta-feira (18), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região autorizou a retenção do passaporte do empresário Carlos Wizard. Ele deveria ter ido depor à CPI do Genocídio na quinta (17), porém não compareceu.

A decisão foi da 1ª Vara Federal de Campinas, depois que a Polícia Federal (PF) fez buscas na casa e no escritório do empresário e não o encontrou, pois ele está fora do país.

O relatório da PF, divulgado nesta sexta-feira (18), aponta que Wizard não foi localizado. Os policiais tocaram o interfone de seu prédio e ninguém atendeu e, quando já estavam deixando o local, um funcionário da casa do empresário teria afirmado que que não o vê “há bastante tempo”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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