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10 de dezembro de 2019, 20h36

Empresário que emprestou casa em campanha de Bolsonaro revela visitas de Queiroz

Em depoimento à CPMI das Fake News, Paulo Marinho disse que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi ao "bunker", pelo menos, três vezes

Foto: Reprodução/TV Senado

Em depoimento durante sessão na CPMI das Fake News, nesta terça-feira (10), o empresário Paulo Marinho indicou extrema proximidade entre Jair Bolsonaro e Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.

Marinho, que abrigou em sua casa parte da estrutura de campanha de Bolsonaro, afirmou, inclusive, que o ex-assessor do filho do presidente esteve, pelo menos, três vezes no local.

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O empresário é suplente do senador Flávio e revelou, ainda, que Queiroz foi acompanhado do filho do presidente em todas as vezes, pois ele atuava como seu “motorista” e para outros serviços, que Marinho disse desconhecer.

O empresário é o atual presidente do PSDB no Rio de Janeiro, após ter rompido com Bolsonaro. Ele foi questionado sobre a notícia de que Flávio chegou a lhe pedir orientações quando veio à tona o caso Coaf na imprensa.

“Flávio me ligou para pedir orientação. Eu sugeri que ele buscasse assessoria jurídica de alguém que tivesse qualificação para entender o que estava acontecendo e aconselhá-lo. Com relação à divulgação do assunto na mídia, achava que ele deveria enfrentar essa discussão diretamente e não ficar na retranca”, disse, na ocasião.

Freud 

Na CPMI, o empresário  disse ainda que o vereador Carlos Bolsonaro é “perturbado” e deveria ser analisado pelo psicanalista Sigmund Freud, morto em 1939.

“Eu acho que precisaria ressuscitar doutor Freud lá em Viena, trazê-lo para cá e fazer um trabalho intensivo com o vereador Carlos Bolsonaro para entender o psiquê dele. Eu acho que ele é uma pessoa perturbada”, disparou Paulo Marinho, que criticou a atuação do bolsonarismo nas redes sociais. Segundo ele, as milícias digitais são formadas por “desocupado que usam as redes sociais para suas frustrações pessoais”.

Fake news em casa

Marinho negou saber se integrantes da campanha do presidente dispararam fake news de sua casa. “Fui anfitrião em dois cômodos, no anexo da minha casa, da base de comunicação da campanha Bolsonaro, nos últimos seis meses”, disse.

Ele afirmou, em seguida, que apenas repassou “memes” para cerca de 15 pessoas de seu Whatsapp, e não fake news.

Com informações do UOL


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