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04 de dezembro de 2019, 07h25

Empresários criticam AI-5 de Guedes: “Tem que ser hard no conteúdo e soft ao se comunicar”

Empresários consideram Guedes "muito sanguíneo" e sugerem técnicas de comunicação para que o ministro de Bolsonaro evite conflitos

Foto: Agência Brasil

Durante jantar em homenagem ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, um dos destaques ficou por conta do ministro da Economia, Paulo Guedes. No evento, que ocorreu na segunda-feira (2), empresários comentavam sobre a coletiva de imprensa em que Guedes citou o retorno do AI-5 para conter manifestações populares.

“Pelo amor de Deus, eu não sou nenhum mestre em comunicação, mas o ministro [Guedes] é muito sanguíneo. A gente tem que ser ‘hard’ no conteúdo, mas ‘soft’ no jeito de se comunicar”, disse o empresário Marco Stefanini.

“Eu estava na ‘coletiva AI-5’”, lembra a diretora do Grupo Voto, Karim Miskulin, organizadora do jantar. “Ele estava animado, mas chegou a primeira pergunta do repórter e tirou ele do sério”, comentou. “Tem que usar a ‘técnica sonrisal’: bota um sorriso na boca e uma água do lado”, sugeriu um dos convidados.

Durante entrevista coletiva em Washington D.C., no dia 26 de novembro, Guedes provocou polêmica ao irritar-se com a saída de Lula da prisão, sugerindo a implementação do AI-5, instrumento da ditadura militar, para reprimir possíveis manifestações.

Antidepressivo

Logo na abertura da cerimônia, Osmar Terra também mencionou o ministro da Economia, com diversos elogios. “O Paulo Guedes é o meu antidepressivo”, disse, em discurso que já durava 20 minutos, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

“Quando [o clima] está meio triste, desanimado, o Paulo começa a falar nas reuniões de ministros e fica todo mundo animado. Nesses dias, eu não tomo antidepressivo”, continuou.


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