Fórumcast #20
05 de novembro de 2018, 08h20

Empresários pedem a Bolsonaro criação de Ministério que une indústria e trabalho

Após tentativa frustrada de fundir Agricultura e Meio Ambiente, setor industrial quer criação de pasta para "aprimorar a relação capital-trabalho".

Arquivo

Após a tentativa frustrada de fundir as pastas de Agricultura e Meio Ambiente, reportagem da edição desta segunda-feira (5) do jornal Valor Econômico afirma que dez entidades do setor industrial entregaram uma proposta a Onyx Lorenzoni (DEM/RS), futuro ministro da Casa Civil do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), para criação de um “Ministério da Produção, Trabalho e Comércio”.

“A junção entre produção e trabalho é uma mudança de paradigma, que busca desburocratizar e aprimorar a relação capital-trabalho, facilitando assim a colaboração entre as partes e promovendo o empreendedorismo, a inovação, a produtividade e a competitividade da economia brasileira”, diz um trecho do documento, segundo a reportagem.

A iniciativa partiu de entidades como Abimaq, Abinee, Abicalçados, Abiquim, Abit, Abrinq, Anfavea, AEB (de comércio exterior), Cbic (da construção civil) e Instituto Aço Brasil, que estariam descontentes com o plano de incorporação do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) ao Ministério da Economia, que será comandado por Paulo Guedes.

“A acusação de que o Mdic apenas serve para conceder subsídios e incentivos às empresas do setor não procede”, disse uma fonte do setor ouvida pelo jornal, lembrando que foi a Fazenda quem mais concedeu subvenções nos últimos governos.

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De acordo com a reportagem, a Argentina vive essa experiência, de forma mais ampla, do Ministério de Produção, que foi criado no governo de Maurício Macri, em dezembro de 2015, e engloba as secretarias de Indústria, Comércio, Trabalho, Previdência e também Agricultura.

Atualmente, a pasta argentina é comandada por Dante Sica, sócio da Abeceb, uma das consultorias mais conhecidas e atuantes de Buenos Aires. Segundo o Valor, Sica é um dos economistas argentinos que mais conhece a economia brasileira e a Abeceb esteve sempre próxima da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


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