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23 de maio de 2019, 13h31

“Encolhimento da sociedade civil é fenômeno global preocupante”, diz presidente de fundação alemã que visita Brasil em maio

A cientista política Barbara Unmussig, presidente mundial da Fundação Heinrich Böll, chega ao Brasil no dia 27 de maio e participará de vários eventos, entre eles a conferência internacional da Semana de Relações Internacionais da PUC Rio: Controle das Resistências, Encolhimento dos Espaços de Participação e Crise da Democracia

Foto: Bettina Keller/Divulgação

Longe de ser um fato isolado, a restrição de espaços de atuação e cidadania ativa– ou encolhimento da sociedade civil, como tem sido chamado – é um fenômeno global replicado em diferentes países. É o que afirma a cientista política, Barbara Unmussig, presidente mundial da Fundação Heinrich Böll.

Barbara estará no Brasil entre os dias 27 de maio e 03 de junho para uma série de atividades e encontros com organizações da sociedade civil, ativistas, autoridades e parlamentares nas cidades do Rio de Janeiro, Brasília e Belém. Dentre os compromissos, além dos eventos públicos no Rio, está um encontro com o embaixador alemão no Brasil, Georg Witschel.

Autora de diversos estudos e artigos sobre o tema, Barbara acompanha de perto há muitos anos a experiência de países europeus e asiáticos que têm seguido este caminho, como Hungria, Itália, Turquia, Índia e Rússia.

Ela aponta que esta restrição acontece a partir de ataques a princípios básicos do Estado de Direito, como justiça e imprensa independentes, sociedade civil ativa e crítica e instituições fortes e representativas, além de campanhas de ódio a minorias e repressão a manifestações.

Estas ações abarcam desde medidas jurídicas e administrativas repressivas – que vão de exigências burocráticas e censura a campanhas de difamação e ameaças públicas. Em determinados casos, a perseguição a lideranças e ativistas chegam a situações extremas, como assassinatos de defensores de direitos humanos.

Barbara deverá encontrar os parceiros da Fundação Heinrich Böll no Brasil e ter uma compreensão mais próxima da conjuntura do País – que é campeão de assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo e cujo presidente é alinhado com lideranças mundiais de extrema direita, como Donald Trump, dos Estados Unidos.

“Esta política de enfraquecimento da sociedade civil abarca também o continente latino-americano, que com o governo atual brasileiro atinge um novo clímax”, analisa Barbara.

Um dos objetivos da Fundação presidida mundialmente por Barbara é o apoio e a promoção de processos de democratização, o que pressupõe uma sociedade civil forte e atuante. Para isso, apoia projetos em 60 países e mantêm escritórios em 33 no mundo, incluindo o Brasil – onde apoia mais de 20 organizações e movimentos sociais em áreas como segurança pública, direitos humanos, direitos das mulheres, justiça ambiental e direito à cidade. 

 

Barbara participará de dois eventos abertos no Rio de Janeiro nos dias 29 e 30 de maio:

 

Roda de conversa

Desafios globais em tempos de conservadorismo e intolerância

 Participantes:

Valdecir Nascimento – Articulação de Mulheres Negras Brasileiras/Instituto Odara

Bárbara Unmüßig – FundaçãoHeinrich Böll

Jesse Levine – ScholarsatRisk

Moderação:

Bruno Torturra – jornalista do Estúdio Fluxo e editor-chefe do Greg News

 Data: 29 de Maio de 2019

Hora: Das 18 às 20horas

Local: Brics Policy Center

Endereço: Rua Dona Mariana, 63 – Botafogo – Rio de Janeiro

 

Conferência de abertura

Semana de Relações Internacionais PUC-Rio

Controle das Resistências, Encolhimento dos Espaços de Participação e Crise da Democracia

Barbara Unmussig – Presidente mundial da Fundação Heinrich Böll

 Data: 30 de Maio de 2019

Hora: Das 9h15 às 10h40

Local: PUC-Rio (Auditório do RDC)

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea – Rio de Janeiro

 

 


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