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24 de julho de 2017, 09h39

Enquanto Brasil afunda, procuradores querem aumento de 16%

Atualmente, o procurador federal recebe entre R$ 19.000 e R$ 22.000. Contudo, as gratificações e outros benefícios podem elevar esse ganho, aproximando-o de R$ 25.000.

Atualmente, o procurador federal recebe entre R$ 19.000 e R$ 22.000. Contudo, as gratificações e outros benefícios podem elevar esse ganho, aproximando-o de R$ 25.000.

Da Redação*

A menos de dois meses de assumir o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), Raquel Dodge enfrentará amanhã seu primeiro constrangimento com os colegas desde que foi escolhida para o cargo. Integrante do Conselho Superior do Ministério Público, ela terá que se posicionar sobre um pedido de reajuste salarial de 16% para os procuradores.

Atualmente, o procurador federal recebe entre R$ 19.000 e R$ 22.000. Contudo, as gratificações e outros benefícios podem elevar esse ganho, aproximando-o de R$ 25.000. Em agosto de 2016 foi aberto concurso para o cargo com remuneração inicial atual de R$ 28.947,55. Os procuradores do MPF são servidores regidos pelo regime estatutário, ou seja, com garantia de estabilidade.

O pleito dos servidores foi encaminhado no dia 11 pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), entidade responsável pela lista tríplice que a cada dois anos indica o titular da PGR. Em um documento de 12 páginas, o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti, solicita que o aumento de salário seja incluído no orçamento de 2018 do Ministério Público da União.

O problema é a situação financeira do órgão, que tem 80% de seu orçamento atrelado à folha de pagamento dos funcionários. Os 20% restantes, dedicados ao custeio e aos investimentos, perderam recentemente R$ 48 milhões só com a revisão da estimativa para a inflação de 2018, que é parâmetro para o cumprimento do teto dos gastos públicos.

Na semana passada, Rodrigo Janot disse ao Valor que o quadro financeiro da procuradoria é o mais grave que ele já viu desde que ingressou na carreira, há 33 anos. De acordo com Janot, apesar dos cortes de gastos que vêm sendo feitos nos últimos anos, a escassez de recursos para o custeio podem dificultar o andamento das investigações do MP.

*Com informações do Valor Econômico

 


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