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05 de janeiro de 2020, 18h27

Ernesto Araújo diz que Brasil não reconhecerá derrota de Guaidó

Criticado por outros deputados da oposição, Guaidó não conseguiu ser reeleito como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela neste domingo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, fez uma publicação no Twitter dizendo que não reconhecerá o resultado da votação na Assembleia Nacional da Venezuela que removeu Juan Guaidó da presidência da Casa. O autoproclamado presidente foi substituído pelo deputado Luis Eduardo Parra, também da bancada da oposição.

“Em Caracas hoje, Maduro tenta impedir, à força, votação legítima na Assembleia Nacional e reeleição de Juan Guaidó para a presidência da AN e do gov interino, crucial p/ a redemocratização do país. Brasil não reconhecerá qualquer resultado dessa violência e afronta à democracia”, afirmou o ministro.

A fala de Araújo acompanha o posicionamento dos Estados Unidos. “Juan Guaidó continua sendo o Presidente Interino da Venezuela sob a Constituição. A sessão falsa da Assembléia Nacional nesta manhã carecia de um quorum legal. Não houve votação”, declarou Michael Kozak, assessor a Secretaria de Estado dos EUA para assuntos do hemisfério Sul.

Em votação realizada nesta tarde, o Parlamento da Venezuela elegeu por 81 votos Parra como novo presidente. Estavam presentes 150 dos 167 deputados, conferindo legitimidade para a sessão – apenas 38 eram do partido chavista PSUV. Junto de Parra, assumem a direção Franklin Duarte (Copei), José Gregorio Noriega (Vontade Popular) e Negal Morales (Ação Democrática), todos integrantes do bloco opositor “Unidade” – o mesmo que elegeu Guaidó em 2018.

O ex-presidente da AN afirma que foi impedido de entrar no local, mas é contrariado até mesmo por outros políticos da oposição. Parra afirma que ele não entrou porque sabia que ia perder.

“Ninguém impediu Juan Guaidó de entrar. Ele não entrou porque não tinha votos, por isso ficou fora do Palácio Legislativo Federal. Outros que tinham mandado de prisão entraram bravamente. Não vamos ficar viciados no passado e Guaidó é o passado”, disse Parra.

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