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11 de fevereiro de 2019, 18h12

Escolas do Distrito Federal voltam às aulas com gestão militarizada

Estudantes foram informados que deverão usar camisa branca e calça jeans e, ao longo do tempo, o uniforme militar será obrigatório, assim como o cabelo curto para os meninos e o coque para as meninas

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Hasteamento da bandeira e execução do hino sob a orientação do militar responsável pelo “comando disciplinar da escola”. Assim foi o primeiro dia da gestão compartilhada com a Polícia Militar no Centro Educacional (CED) 7, em Ceilândia, no Distrito Federal.

O estabelecimento aderiu à militarização depois de eleição, com 58% dos votos favoráveis à alteração, de acordo com informações de Victor Gomes, do G1.

Mais três colégios também adotaram o novo modelo, em Sobradinho, na Estrutural e no Recanto das Emas.

A novidade faz parte do programa piloto anunciado pelo governo Ibaneis (MDB). A ideia pode ser incorporada em outras 36 unidades do DF.

Para isso, o Executivo precisa aprovar o projeto de lei que expande a militarização em escolas do DF, que deve ser enviado para a Câmara Legislativa até sexta-feira (15).

Restrições

No primeiro dia, os estudantes ainda não vestiam uniformes nem tinham restrições em relação ao corte de cabelo. Mas já foram informados que deverão usar camisa branca e calça jeans. Ao longo do tempo, o uniforme militar será obrigatório, assim como o cabelo curto para os meninos e o coque para as meninas.

“Vocês vão aprender alguns aspectos da doutrina militar, a prestar continência, a marchar”, adiantou o major Edney Freire, responsável pela administração e disciplina do colégio.

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