quarta-feira, 30 set 2020
Publicidade

Espírito Santo retoma aulas com protocolo de despedidas em caso de mortes de alunos e professores

Página 65 do plano do Plano de Retomada das Aulas Presenciais para a Educação Básica, lançado pelo governo capixaba, diz que “havendo óbitos de alunos ou de profissionais da escola, pode-se organizar ritos de despedida, homenagens e memoriais”

Dias atrás, começou a circular nas redes sociais um trecho do que seria um item da Plano de Retomadas das Aulas Presenciais para a Educação Básica, divulgado pelo governo do Espírito Santo. Muitos pensaram que se tratava de uma fake news. Mas não era.

A polêmica está no conteúdo da página 65, onde o texto reconhece o risco de óbitos de alunos, professores e demais funcionários da escola, e estabelece um protocolo sobre como se deve atuar diante desses casos.

“Havendo óbitos de alunos ou de profissionais da escola, e se for algo desejado pela comunidade escolar, o grupo pode organizar ritos de despedida, homenagens, memoriais, formas de expressão dos sentimentos acerca da situação e em relação à pessoa que faleceu, e ainda atentar para a construção de uma rede socioafetiva para os enlutados. Simbolizar a dor de alguma forma contribui para o processo de luto, lembrando sempre que cada um vive esse momento de uma maneira, como uma experiência pessoal e única e que, por isso, precisa ser respeitado”, diz o texto.

O governador Renato Casagrande (PSB) decidiu que as escolas estaduais voltarão a ter aulas presenciais a partir do mês de outubro, começando pelas de ensino médio, depois os do 6º ao 9º ano, e finalmente os do 1º ao 5º ano.

O plano prevê, ademais, que as turmas façam um revezamento: as classes seriam divididas em duas turmas, cada uma teria aulas presenciais a cada dos dias, alternando sua presença na escola – no dia em que uma turma for a escola, a outra fica em casa, e no dia seguinte isso se inverte, e assim sucessivamente.

Victor Farinelli
Victor Farinelli
Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).