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28 de julho de 2019, 10h04

Esquerda revê estratégias para fugir de armadilhas de Bolsonaro e mobilizar a sociedade

"O presidente tenta montar armadilhas, tem sido pródigo nisso, e por vezes a esquerda morde a isca. Há método nesse aparente caos", diz o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP)

Manifestação em São Paulo (Foto: Patrícia Santos/UNE)

A ascensão da extrema-direita no mundo, que resultou na eleição de Jair Bolsonaro, criou uma zona conturbada de transição para a esquerda, que ainda busca estratégias para lidar com o discurso agressivo para impor pautas conservadoras no costume e pró sistema financeiro no Brasil.

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Após diversas cisões e desavenças no campo progressista neste primeiro semestre, lideranças de partidos buscam maneiras de se relacionar com o bolsonarismo no Congresso nacional – e fora dele.

“Não podemos ficar apenas na via parlamentar”, disse o ex-presidente do PT e atual deputado federal por SP, Rui Falcão, em reportagem de Fábio Zanini, na Folha de S.Paulo neste domingo (28).

Para ele, a falta de mobilização da sociedade contra a reforma da Previdência, na avaliação dele, se refletiu no dia da votação da matéria na Câmara, em primeiro turno.  “Era um negócio desolador, não tinha nem 20 pessoas nas galerias do plenário”, diz.

Um dos problemas, diz ele, é a mudança estrutural no mercado de trabalho, que apresenta novos desafios para a esquerda.

“Você tem uma outra configuração de classe no país hoje, e isso torna a mobilização difícil. Aquela coisa de trabalhador concentrado, fácil de mobilizar, está acabando. Hoje o cara não trabalha mais de macacão”, afirma.

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, comenta sobre a dificuldade de lidar com o estilo imprevisível de Bolsonaro e seus ministros. “A gente queria debater Previdência e acabava discutindo uso de cadeirinha infantil no carro e se menino veste azul e menina veste rosa”, afirma Medeiros.

O deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP) concorda que a esquerda ficou presa a temas menores ao longo do começo do ano e ainda está aprendendo a se desvencilhar do estilo Bolsonaro.

“O presidente tenta montar armadilhas, tem sido pródigo nisso, e por vezes a esquerda morde a isca. Há método nesse aparente caos”, afirma.


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