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12 de março de 2019, 08h48

Estadão diz em editorial que vai enfrentar “as ameaças do sr. Jair Bolsonaro e de suas hostes de milicianos virtuais”

“É nessa difícil conjuntura, em que a hostilidade à imprensa profissional é estimulada pelo próprio presidente da República, que o trabalho dos jornalistas do Estado torna-se ainda mais relevante”, diz o jornal

Foto: Reprodução/TV Cultura

O Estadão, em sua edição desta terça-feira (12), faz editorial de capa onde defende, tanto a atuação da jornalista Constança Rezende, que foi atacada no último domingo pelo presidente Jair Bolsonaro, em postagem pelo Twitter, quanto o “compromisso inarredável com os valores democráticos e com o regime da lei, que, de acordo com o texto, está “na essência da identidade do jornal desde sua fundação, em 1875”.

O jornal lembra que “esse compromisso se encontra mais vivo do que nunca, em especial diante de ameaças que partem do próprio presidente da República, o sr. Jair Bolsonaro. Esses arreganhos só fazem confirmar a relevância do exercício do jornalismo livre, que tem no Estado um centenário patrono”.

O Estadão afirma ainda que “posiciona-se radicalmente contra qualquer forma de populismo e extremismo. Governantes que pretendem consolidar seu poder por meio do desprezo pelas instituições democráticas e republicanas e pelo apelo direto às ruas em geral sentem-se desconfortáveis com a atuação deste jornal na defesa do exercício responsável do governo”, escreve.

Mais à frente, o texto diz que “o sr. Jair Bolsonaro decerto não se conforma que haja quem dele discorde ou, então, que ouse investigar os malfeitos a ele relacionados. Julga-se imune a críticas e a dúvidas sobre seus atos por ter sido eleito por dezenas de milhões de eleitores, como se o voto na urna o colocasse acima do bem e do mal”, diz.

O Estadão afirma ainda que o “comportamento do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, que não se vexa de usar até mesmo informações falsas para atacar jornalistas que considera inimigos, mostra o quão frágil é o regime democrático e reforça a necessidade da vigilância redobrada contra a sedução do arbítrio. É nessa difícil conjuntura, em que a hostilidade à imprensa profissional é estimulada pelo próprio presidente da República, que o trabalho dos jornalistas do Estado torna-se ainda mais relevante. Tendo como norte a objetividade e atenção exclusiva aos fatos, os repórteres desta casa sabem muito bem como enfrentar a ferocidade dos que se consideram inatacáveis”, adverte.

Ao final, o texto vaticina: “as ameaças do sr. Jair Bolsonaro e de suas hostes de milicianos virtuais indicam que o Estado e seus jornalistas estão cumprindo seu dever, zelando pela tradição deste jornal de defender a liberdade e a democracia em qualquer circunstância”, encerra.

 


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