segunda-feira, 21 set 2020
Publicidade

Estava evangélica quando fundei o PT e continuo evangélica, diz Benedita da Silva ao lançar candidatura no RJ

Aos 78 anos, Benedita da Silva teve nome aprovado em convenção para a disputa da Prefeitura do Rio de Janeiro. "Eu conversei muito com Deus. É o momento mais difícil para o PT depois do golpe, depois da prisão de Lula"

Após a aprovação de seu nome pelo partido para disputar as eleições para a prefeitura do Rio de Janeiro, a deputada federal e ex-governadora do Estado Benedita da Silva (PT) fez um discurso em que lembrou as raízes de sua militância nas causas sociais e de sua atuação na fundação do Partido dos Trabalhadores.

Voltado ao público evangélico, cooptado em parte pela direita simbolizada pelo atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), que é primo de Edir Macedo e candidato à reeleição, Benedita fez questão de ressaltar sua ligação com a religião.

“Eu sou evangélica. Quando eu entrei para a fundação do Partido dos Trabalhadores eu estava evangélica e continuo evangélica. E eu sou pentecostal. E o Partido dos Trabalhadores sabe que eu sou uma mulher que oro, que visita os enfermos, sou uma mulher que visito as prisões, visito as favelas, muito antes da fundação do Partido dos Trabalhadores. E eu continuo essa Benedita militante nas minhas causas sociais”, afirmou.

Aos 78 anos – “não pensava que teria uma missão como essa” -, Benedita diz que se colocou à disposição do partido para ser vice de uma frente ampla de esquerda, que seria encabeçada por Marcelo Freixo, do PSOL, mas diante da inviabilidade aceitou o apelo da sigla.

“Me coloquei à disposição do Partido para, tranquilamente, ser vice na ampla frente de esquerda. Esse partido não conseguiu naquele momento essa unidade e me fez um apelo e eu não podia recusar um chamado do Partido dos Trabalhadores. Eu sou uma mulher de desafios. A vida me reservou isso”, diz ela, que agradeceu à Enfermeira Rejane, deputada estadual pelo PCdoB, que abriu mão de sua candidatura para apoiar a petista.

Benedita ainda afirmou que esse é o momento mais difícil para o PT depois do golpe e da prisão de Lula.

“Eu conversei muito com Deus. É o momento mais difícil para o Partido dos Trabalhadores depois do golpe, depois da prisão de Lula, de tudo que enfrentamos, das infiltrações”.

Plinio Teodoro
Plinio Teodoro
Plínio Teodoro Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.