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13 de fevereiro de 2019, 09h54

Ex-aluno de Vélez-Rodriguez, Secretário do MEC prega “autorregulamentação” das universidades

Marco Antônio Barroso Faria é um dos três ex-alunos do ministro da Educaçã que assumiram pastas importantes. Ele não tem experiência em gestão e é da área da filosofia, com mestrado e doutorado em Ciência da Religião - ambas as pesquisas orientadas pelo ministro

Veléz-Rodriguez e o ex-aluno, o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marco Antônio Barroso Faria

Em encontro promovido pela Associação Brasileira Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes) – que representa instituições de ensino particular de todo o País – nesta terça-feira (12), o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marco Antônio Barroso Faria a autorregulamentação das universidades, reduzindo a atuação do Ministério da Educação.

“Como liberal que sou, na medida que o setor se autorregular, o estado precisa de intervir menos. Na medida em que os atores participantes desse mercado zelarem pela qualidade do ensino, eu só vou fazer a chancela”, afirmou Faria.

“O pessoal brinca que a Seres [secretaria de Regulação e Supervisão] é o cartório do MEC. Eu não vejo como problema, desde que o cartório esteja trabalhando bem. Eu quero não aparecer, a ideia é essa. Quero, se possível, no final de quatro anos, aumentar a autorregulamentação para que que possa regular menos”, disse.

Faria é um dos três ex-alunos do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, que assumiram pastas importantes. Ele não tem experiência em gestão e é da área da filosofia, com mestrado e doutorado em Ciência da Religião – ambas as pesquisas orientadas pelo ministro.

Segundo a própria Abmes, de 2.066 faculdades, universidades e centros universitários com indicador de qualidade divulgado em dezembro ano passado (o chamado IGC, Índice Geral de Cursos), apenas 35 tiveram nota máxima (1,6%). Levando em conta, por exemplo, cursos de formação de professores a distância, esse índice é de 0,5%. A maioria das instituições e cursos tem ficado no nível intermediários da avaliação, que é 3.

No encontro, Barroso Faria fez questão de enfatizar a ideologia política da atual gestão. “Estamos em um governo liberal-conservador, portanto, para nós, o ensino privado é algo natural e necessário. As instituições particulares de educação superior chegam, muitas vezes, onde o Estado não chega. Então, fiquem tranquilos que a visão não é de rivalidade, mas de parceria”.

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