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12 de fevereiro de 2020, 11h49

Ex-assessores acusados de “rachadinha” foram ao gabinete de Carlos Bolsonaro

Ao menos cinco ex-assessores envolvidos em investigações do clã Bolsonaro estiveram no gabinete de Carluxo nos dias em que foram depor ao Ministério Público

Carlos Bolsonaro faz compras durante férias nos EUA (Flickr/Família Bolsonaro)

Pelo menos quatro ex-assessores de Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) estiveram no gabinete do vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro em outubro do ano passado, quando prestaram depoimento ao Ministério Público estadual na condição de investigados por participarem de um suposto esquema de “rachadinha” como funcionários do filho 02 de Jair Bolsonaro.

Segundo reportagem de Juliana Dal Piva, Chico Otavio e João Paulo Saconi na edição desta quarta-feira (12) do jornal O Globo, que teve acesso via Lei de Acesso à Informação, imagens e documentos da portaria da Câmara mostram Rafael de Carvalho Góes, Rodrigo de Carvalho Góes e Neula de Carvalho Góes, mãe dos dois, entrando no prédio na manhã de 30 de outubro, rumo ao gabinete de Carlos Bolsonaro.

Os três integram uma das famílias que por mais tempo assessoraram Carlos Bolsonaro, segundo registros oficiais. Moradores de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, eles constaram como auxiliares do segundo filho do presidente desde 2001.

Em todo o período no qual esteve nomeado, Rafael e o irmão Rodrigo receberam um total corrigido de R$ 557 mil cada. Já Neula, R$ 1,4 milhão.

Pouco depois que os Góes deixaram o gabinete, chegaram Guilherme dos Santos Hudson e Guilherme de Siqueira Hudson, respectivamente, pai e filho. Eles ficaram no gabinete até as 17h45m.

Guilherme de Siqueira Hudson, o filho, constou como assessor-chefe do vereador durante dez anos — entre abril de 2008 e janeiro de 2018. Ele é primo de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, e, apesar de todo o tempo em que ficou lotado na chefia do gabinete, jamais teve crachá.

Já Guilherme dos Santos Hudson, o pai, é um dos investigados no inquérito que apura peculato e lavagem de dinheiro no âmbito do gabinete de Flávio Bolsonaro a partir de relatório do Coaf.


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