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17 de novembro de 2018, 11h28

Ex-coordenador do Mais Médicos acha muito difícil repor vagas dos cubanos

Para Felipe de Oliveira, as condições do presidente eleito para manter o programa demonstram total desconhecimento do acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)

Foto: Reprodução/Vídeo

Em entrevista concedida a Natália Cancian, da Folha de S.Paulo, publicada, neste sábado (17), o ex-coordenador nacional do programa Mais Médicos e professor de medicina da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Felipe Proenço de Oliveira, estima que a saída dos profissionais cubanos do programa deverá deixar 367 cidades brasileiras sem nenhum tipo de assistência à saúde.

O médico destaca que uma das saídas para preenchimento das vagas talvez seja com brasileiros formados em universidades de outros países. “Olhando todos os editais, não vejo como seja viável preencher 10 mil vagas com brasileiros. O que pode acontecer é preencher com brasileiros formados no exterior”, destaca Oliveira.

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Segundo ele, as regras do programa estavam bem definidas desde o início de sua operacionalização, ainda no governo da ex-presidenta deposta Dilma Rousseff. “Só com a cooperação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Cuba foi possível preencher as vagas que os brasileiros não quiseram. Há vários municípios para os quais foram só os cubanos que se disponibilizaram a ir. Além disso, a forma de contratação foi avaliada em vários órgãos e não houve nenhuma objeção. O Supremo Tribunal Federal (STF) respaldou, dizendo que era constitucional o ingresso de médicos estrangeiros sem a necessidade do Revalida”, ressaltou.

Na avaliação de Oliveira, as condições de Jair Bolsonaro para manter o programa apontam total desconhecimento do acordo com a Opas e Cuba, modelo adotado em outros países. “São condicionalidades que não são exigidas em nenhum outro país”, destacou.

 


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