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18 de dezembro de 2019, 18h32

Ex-deputado que caluniou Marielle pode ganhar ministério

Bolsonaro estuda recriar Ministério da Segurança Pública e desmontar "superministério" de Sérgio Moro

Alberto Fraga (Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados)

O ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) pode ser beneficiado com a recriação do Ministério da Segurança Pública por parte do presidente Jair Bolsonaro. A medida ainda pode enfraquecer o ex-juiz federal Sérgio Moro, que perderia o seu “superministério” que agregava Justiça e Segurança Pública.

Um dos membros mais polêmicos da Bancada da Bala enquanto atuou como deputado federal, Alberto Fraga sempre teve uma relação próxima com Bolsonaro e é apontado como um “assessor extra-oficial” do presidente. Ele teria sido um dos principais defensores de Augusto Aras para a Procuradoria Geral da República (PGR).

O ex-parlamentar foi alvo de representação do PSOL no Conselho de Ética da Câmara por ter dito que a ex-vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018, “engravidou aos 16 anos”, era ex-esposa do traficante Marcinho VP, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho. O ex-deputado ainda disse que ela teria sido eleita com o apoio da facção e exonerado seis funcionários.

Na ocasião, o PSOL afirmou que Fraga imputou um ato criminoso “flagrantemente mentiroso à memória da vereadora” e, por isso, sua ação é “imoral” e “passível de sanção política”.

Fraga x Moro

Fraga, que é coronel da reserva da Polícia Militar, se reuniu por diversas vezes com o presidente para consolidar o nome de Aras e derrubou figuras indicadas pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ele havia sido cotado para assumir um ministério do governo Bolsonaro, mas acabou sendo descartado após gerar polêmica nas redes por ter sido condenado a quatro anos de regime semi-aberto por corrupção. Fraga foi absolvido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Caso realmente assuma o recriado Ministério da Segurança Pública, Fraga vai tirar do comando de Moro o poder sobre questões como o banco de dados genéticos. O ex-juiz federal tentou implementar, por meio do pacote anticrime, um modelo bastante similar ao dos Estados Unidos, mas foi freado pela Câmara dos Deputados.

Com informações do O Globo


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