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21 de dezembro de 2018, 16h43

Ex-motorista e assessor de Flávio Bolsonaro falta pela segunda vez a depoimento

Será enviado oficio ao presidente da ALERJ sugerindo o comparecimento de Flávio Bolsonaro, no dia 10, para que preste esclarecimentos acerca dos fatos

Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o assessor Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução)

O ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício José Carlos Queiroz, faltou pela segunda vez, nesta sexta-feira (21) a um depoimento marcado na sede do Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ).

Segundo o MP, o advogado do investigado compareceu à sede do MPRJ, às 14h desta sexta-feira, para informar que seu cliente “precisou ser internado na data de hoje, para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos”. A defesa se comprometeu a apresentar os referidos laudos até o dia 28.

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O MPRJ afirmou ainda que dando prosseguimento às investigações será enviado oficio ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) sugerindo o comparecimento do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, no dia 10, para que preste esclarecimentos acerca dos fatos.

Flávio, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro e principal pivô da história deu declarações nesta terça-feira, durante a sua diplomação, indicando que ele deve jogar a culpa sobre o ex-motorista.

“Quem tem que dar explicação é o meu ex-assessor, não sou eu. A movimentação atípica é na conta dele”, disse Flávio Bolsonaro.

Relembre o caso

O motorista, que entrou na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) após ser detectada uma movimentação atípica no valor de R$ 1,2 milhão em sua conta entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, não aparece desde a divulgação das denúncias.

Enquanto isso, o caso fica cada vez mais enrolado. As filhas do motorista também apareceram como contratadas do gabinete de Flávio Bolsonaro, sendo que uma delas, Nathalia de Melo Queiroz, chegou a trabalhar no gabinete do patriarca da família, Jair Bolsonaro. Em outra denúncia, consta que enquanto Nathalia assessorou o deputado estadual e senador eleito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) trabalhava também como recepcionista em uma academia a 14 quilômetros da Alerj e fazia faculdade de Educação Física na Universidade Rio Branco, em Realengo, a 30 quilômetros da casa legislativa.

Além disso, Wellington Romano, outro ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj e um dos funcionários que repassou dinheiro ao motorista, em 1 ano e 4 meses como assessor, passou 248 dias em Portugal recebendo integralmente seu salário de R$5.400.

Com informações do G1

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