O que o brasileiro pensa?
12 de dezembro de 2019, 20h11

Ex-presidente da OAB-RJ diz que Moro pode ter cometido crime de advocacia administrativa

"Daria até prisão em flagrante", afirma Wadih Damous sobre possível lobby do ministro da Justiça para inocentar a "Moro de saias"

Reprodução/Instagram

Wadih Damous, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro e ex-deputado federal, fez uma publicação em suas redes sociais nesta quinta-feira (12) criticando a atuação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, diante do julgamento da cassação da juíza Selma Arruda, conhecida como “Moro de saias”, no Tribunal Superior Eleitoral.

“Se forem verdadeiras as notícias de que Moro foi ao TSE interceder a favor de sua homônima de saias significa que praticou o crime de advocacia administrativa. Daria até prisão em flagrante. Ministro da Justiça praticando advocacia administrativa impunemente é o fim dos tempos”, afirmou o advogado.

A crítica de Damous se direciona ao episódio revelado pela Revista Época em que o ex-juiz federal foi até membros do TSE tentar convencê-los de que Selma era uma pessoa séria e honesta. Apesar do lobby, a ex-juíza perdeu sua cadeira no Senado com menos de um ano de legislatura por irregularidades na campanha eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso apontou que a candidata e Gilberto Possamai, seu primeiro suplente, omitiram à Justiça Eleitoral um valor de R$ 1,5 milhão usado para contração de empresas de marketing e pesquisa na pré-campanha, configurando Caixa 2 e antecipação da campanha eleitoral.

 


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