terça-feira, 29 set 2020
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Ex-vices não sentem saudades de Alckmin

As experiências prévias ajudam a explicar a dificuldade do candidato Geraldo Alckmin em encontrar um vice para sua chapa. De acordo com Cláudio Lembo e Guilherme Afif, ser vice de qualquer político é complicado. Ser vice de Geraldo Alckmin é algo ainda mais complexo, diz Lembo, que ocupou a função entre 2003 e 2006. “Ele é muito introvertido e você nunca sabe o que ele pensa.”, complementa Lembo.

No caso de Guilherme Afif, que ocupou o cargo de vice-governador entre 2011 a 2014, a relação foi deteriorando. Ao deixar o DEM, para fundar o PSD, ele foi demitido por Alckmin da Secretaria de Desenvolvimento. Em 2013, Afif virou ministro de Dilma e Alckmin foi à Justiça para cassar o mandato do vice-governador.

Afif diz não guardar mágoa, mas prefere não falar sobre o antigo colega de Palácio dos Bandeirantes. “Uso uma frase que o pai do Alckmin ensinou a ele: ‘Se não posso falar bem de alguém, não falo nada’.” Apesar do PSD sinalizar apoio a Alckmin, Afif se lançará candidato à Presidência na convenção do partido.

Na busca por um parceiro de chapa, Alckmin tratou antigos substitutos com distanciamento. Para usar a expressão consagrada por Michel Temer sobre seu relacionamento com Dilma, o tucano quer um “vice decorativo”. Quando despachava com os vices, Alckmin costumava anotar suas ideias num caderninho. Os dois se frustraram ao perceber que, apesar da aparente atenção, as sugestões não eram consideradas.

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Redação
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